Exposição 'Insólitos' termina neste final de semana em Curitiba

Mostra aborda o incomum, o anormal, o que não é habitual, o infrequente e o raro na visão de cinco artistas convidados.

Redação - 29 de julho de 2022, 12:51

(Foto Daniel Katz/Divulgação)
(Foto Daniel Katz/Divulgação)

A exposição 'Insólitos' será encerrada neste final de semana em Curitiba. Com curadoria de Pollyanna Quintella, a mostra fica em cartaz no Museu de Arte Contemporânea do Paraná até o domingo (31).

'Insólitos' aborda o incomum, o anormal, o que não é habitual, o infrequente e o raro na visão de cinco artistas convidados: Daniel Acosta, Mano Penalva, Maya Weishof, Tony Camargo e Washington Silvera.

Além de trabalhos dos cinco artistas, o público pode conferir até domingo importantes obras históricas de António Manuel, Cybele Varela, Henrique Fuhro, Pietrina Checcacci, Vera Chaves Barcellos, Solange Escosteguy e Ubi Bava, produzidas nos anos 1960 e 1970 e que fazem parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

Na exposição, as obras evidenciam uma visão de outro ponto de vista, a tradução do invisível, a interpretação fora do padrão e da obviedade daquilo que a imagem e um objeto representam.

O Museu de Arte Contemporânea do Paraná fica nas salas 8 e 9 do Museu Oscar Niemeyer. O endereço é na rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico. As entradas custam R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 30,00.

ARTISTAS DA EXPOSIÇÃO 'INSÓLITOS'

O artista baiano Mano Penalva utiliza a dualidade de significados por meio de obras feitas em materiais e utensílios presentes nos mercados populares, nos afazeres domésticos e na vida cotidiana. Entre elas, a intitulada 'Namoradeira, Tramas', exemplifica esse olhar além do óbvio.

A visão do oposto também é traduzida pelo artista Washington Silvera, que exibe nas esculturas a linguagem surrealista e a poética hercúlea. Em sua obra 'Luva e Espelho', ele revela o reflexo, a dualidade entre o leve e o pesado da luva e a direita e a esquerda das mãos.

Já a artista curitibana Maya Weishof, com o fascínio por imagens antigas, traz em suas pinturas a adaptação para a atualidade com traçados coloridos, delirantes, deformados e inusitados. Em 'Noite Estrelada', a artista debruça-se sobre a releitura do corpo da mulher, e relata que traz erotismo e humor para uma imagem a princípio asséptica.

Nas 'Fotoplanopinturas' do artista paranaense Tony Camargo, há a captura através de luz e movimento, a marcação de um momento performático por meio da fotografia e sua passagem para o suporte tridimensional.

O escultor gaúcho Daniel Acosta também visa dinamismo. Na mistura de arquitetura e design, trabalha com cores vibrantes, inspirado na arte oriental e traçando linhas em objetos.