Felipe Prior, eliminado do BBB 20, é suspeito de cometer dois estupros, diz revista

Redação

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Felipe Antoniazzi Prior, o décimo eliminado do BBB (Big Brother Brasil) 2020, é acusado de cometer estupro em duas ocasiões e tentar um outro. As histórias foram reveladas pela reportagem da revista Marie Claire nesta sexta-feira (3).

Prior foi eliminado do BBB na última terça-feira (31) no paredão que disputava contra Manu Gavassi e Mari González. A votação foi a maior da história do BBB, superando a marca de 1,5 bilhão de votos.

Contudo, três dias após sair do reality show, o arquiteto sofre o principal dano à sua imagem. Três relatos de mulheres acusam Prior, com detalhes, por atos entre 2014 e 2018 vieram à tona hoje. Os nomes das mulheres foram mantidos em sigilo para proteção das mesmas, então a reportagem da Marie Claire criou nomes fictícios.

Por enquanto, Prior não se manifestou sobre o caso. Nesse mesmo período, a comissão da InterFAU confirmou que o ex-BBB foi banido dos eventos universitários por “denúncias de assédio” e  “acusação de crime sexual”.

AVISO: RELATOS FORTES DE ESTUPRO PODEM SER GATILHOS

A primeira vítima foi identificada como Themis. Ela prestou depoimento e protocolou acusação no dia 17 de março, ou seja, ainda quando Prior estava no Big Brother Brasil. O episódio que ela relata é do dia 9 de agosto de 2014, quando ele ainda era estudante na Mackenzie. Após ter dado carona para outra menina, Themis ficou a sós com ele no carro (já que também pegou carona e queria ir para casa). No entanto, ele parou o carro em uma rua e começou a beija-la.

Ela contou que estava alcoolizada quando Prior tirou a roupa dela e abriu a própria calça. Prior teria aproveitado o fato dela não conseguir oferecer resistência física, apesar da mulher ter dito ‘não’ várias vezes. O ex-BBB teria respondido: “para de ser fresca, no fundo você quer, não é hora de se fazer de difícil” antes de estupra-la.

Contudo, a violência foi tamanha que o ato causou uma laceração no lábio vaginal esquerdo, o que causou sangramento. As roupas e o banco do carro ficaram sujos e ela chorou de dor. Por isso, ela acredita que Prior parou. Ele perguntou se ela queria ir ao hospital e Themis respondeu que apenas queria ir para casa. Assim Prior fez, deixando-a no portão e ir embora. Entretanto, na sequência, a mulher foi ao hospital acompanhada da mãe. O médico relatou “um corte de cerca de três dedos de comprimento na região genital, profundo o suficiente para chegar até o músculo”, como consta o documento.

Themis teve de ficar uma semana de cama, precisando de ajuda para andar e ir ao banheiro. Ela relata que teve dificuldades de abordar o estupro nas tentativas de começar um tratamento psicoterápico. Além disso, relata que, um ano após o ocorrido, passou a vivenciar crises de pânico e precisar de apoio para ir e voltar do trabalho, já que tinha crises de choro no meio da rua.

“Ele é um cara impulsivo, agressivo. O que mostrou no BBB não chega perto do que é na vida real. Tenho medo do que pode fazer, mesmo diante de uma acusação formal, com advogada e tudo”, declarou a vítima à revista Marie Claire.

Já a segunda mulher que acusa Prior de estupro foi chamada de Ísis, de 23 anos. Em 2018, ela foi para a barraca dele no InterFAU, um evento de jogos universitários. O relato diz que ela aceitou ir para a barraca do ex-BBB, mas quis parar as relações sexuais após ele agir de forma agressiva.

Ela pediu para Felipe Prior interromper o ato, mas ele não parou e deu tapas no rosto e no corpo dela mesmo com ela declarando sentir dor. Ela chegou a chorar, mas ele disse que não a deixaria sair. Em certo ponto, imobilizou o corpo dela no chão e ficou a noite inteira ali, só podendo sair após ele dormir. O caso tem duas testemunhas e levou a comissão da InterFAU proibir a participação de Prior em outros eventos.

TENTATIVA DE ESTUPRO

A segunda mulher que alega ter sido vítima da violência de Prior foi identificada como Freya, de 24 anos.Em 2016, ele persuadiu ela para entrar na barraca do camping em uma edição de jogos universitários. na barraca, ele tentou estupra-la. Segundo ela, ele tentou a penetração anal duas vezes. Contudo, o estupro não foi consumado porque ela conseguiu o empurrar e fugir do local.

CRIME

O estupro é considerado crime hediondo no país e tem pena de seis a 10 anos de reclusão, aumentando para oito a 12 anos quando há lesão corporal da vítima.

Procurado pela reportagem da revista, Prior não se pronunciou sobre o caso. Já a Rede Globo, em nota, disse à Marie Claire que “é veementemente contra qualquer tipo de violência, como se percebe diariamente em seus programas jornalísticos e mesmo nas obras do entretenimento, e entende que cabe às autoridades a apuração rigorosa de denúncias como estas”.

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