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Para defesa, destruição de provas é delírio de teoria conspiratória

Após a Força-Tarefa da Operação Lava Jato pedir a conversão do mandado de prisão temporária do ex-ministro Antonio Paloc..

Fernando Garcel - 30 de setembro de 2016, 15:09

Após a Força-Tarefa da Operação Lava Jato pedir a conversão do mandado de prisão temporária do ex-ministro Antonio Palocci e seu ex-assessor Branislav Kontic em preventiva, quando não há prazo para a liberação do investigado, a defesa de Palocci argumenta que o desaparecimento de computadores é "uma teoria conspiratória" da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com os advogados José Roberto Batochio e Guilherme Octávio Batochio, os dois computadores que não estavam na sede da empresa Projeto – Consultoria Empresarial e Financeira LTDA, apontado pela PF e MPF como uma suposta destruição de provas e tentativa de ocultação de provas, foram levados por seus usuários.

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Uma das máquinas pertenceria a James Adrian Ortega, um dos ex-sócios, e que há pouco tempo deixou a empresa para trabalhar autonomamente e levou a máquina que utilizava. "Daí a ausência material interpretada pelos investigadores, pelo critério suspicaz de sempre imaginar o pior, que teria ocorrido 'destruição de provas'. Ilação sem qualquer contato com a realidade e fruto, talvez, de inquietante idiossincrasia de quem pode agir em nome do Estado, que tem de ser equilibrado, razoável e imparcial...", argumenta a defesa.

O outro computador que não estava na empresa, segundo a defesa de Palocci, é de André Palocci que estaria trabalhando fora da sede da empresa e transportou a máquina para o local onde desenvolve seu trabalho, na Avianca. "Inverossímil, por isso, a temerária presunção - in malam partem - que de resto preside todo o roteiro da peça policial em apreço. Se interesse houver em se

espelharem os respectivos conteúdos, basta assim se determinar e, sem necessidade de qualquer dispêndio de recursos públicos e energia, seguramente ambos prontamente atenderão a tal comando", afirma os advogados.

Para os advogados, o fato dos computadores não estarem na sede da empresa durante a deflagração da 35ª fase da Operação Lava Jato é "uma teoria conspiratória que levaria ao delírio de que se sabia previamente da iminência de diligência policial constritiva secreta desencadeada (quem teria vazado?) e, por essa razão, se 'desapareceu' com ambas, vai uma oceânica distância".fernando.garcel