Guerra entre Chile, Peru e Bolívia é cenário de “Dezembro”, que estreia no Festival de Curitiba

Redação

O espetáculo “Dezembro”, com direção de Diego Fortes, é uma das estreias nacionais na Mostra 2019 do Festival de Curitiba. Serão quatro apresentações no Museu Oscar Niemeyer, na Sala de Exposição nº 9, nos dias 4, 5 e 6 de abril às 21h e 7 de abril às 19h. “Dezembro” se passa num futuro próximo em que o Chile está travando uma guerra contra o Peru e a Bolívia. Em Santiago, na véspera de Natal, o soldado Jorge e suas irmãs, Paula e Trinidad, discutem sobre política, nacionalismo e família, pois ele deve se apresentar ao exército no dia seguinte e voltar para o campo de batalha. As irmãs, gêmeas entre elas e ambas grávidas, discordam radicalmente sobre o que ele deve fazer: fugir ou lutar. Ao longo da noite, recebem
algumas visitas inusitadas, descobrem segredos entre eles e a discussão culminará na decisão de Jorge.

Com três atores em cena, Alan Raffo, Fernanda Fuchs e Ludmila Nascarella, “Dezembro” é uma obra potente que trata de assuntos graves como a xenofobia, a solidariedade, a guerra e os estados de exceção. Trata-se de uma comédia ácida que convida o público a invadir a intimidade desta
família e refletir sobre questões tão pungentes ao nosso presente. O texto, traduzido pelo diretor, é considerado pela crítica internacional um dos mais provocativos e relevantes do teatro latino-americano recente.

Essa é a terceira obra latino-americana que Diego Fortes monta em menos de um ano: em 2018 encenou “Molière”, da mexicana Sabina Berman, que conta com Matheus Nachtergaele no papel-título, e também “Poses para Dormir”, da argentina Lola Arias. Sobre o dramaturgo Guillermo Calderón, o diretor e a companhia Nascido em Santiago do Chile, Guillermo Calderón é diretor, dramaturgo e roteirista. Entre os roteiros para os colaborou estão os de “Julieta se fue a los cielos” e “O Clube e Neruda”, indicados a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro.

Natural de Curitiba, Fortes é ator, diretor e dramaturgo. Entre seus trabalhos está “O Grande Sucesso”, texto pelo qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor em 2017. Criada por ele em 2001, em Curitiba, A Armadilha é uma companhia de teatro contemporâneo. Em 18 anos de trabalho produziu obras marcadas pelo equilíbrio entre o refinamento na criação artística e a acessibilidade de diversos públicos. Além de “Dezembro”, a companhia se prepara para encenar o texto “Clase”, também de Guillermo Calderón.

As bilheterias do Festival de Curitiba são uma parceria com o ParkShoppingBarigüi e o Shopping Mueller.     A venda dos ingressos será pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelo aplicativo “Festival de Curitiba 2019” e nas bilheterias oficiais do evento, no ParkShoppingBarigüi (Piso Superior – Lado Norte), de segunda a sexta, das 11h às 23h, no sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 14h às 20h; e no Shopping Mueller (Piso L3), de segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos e feriados das 14h às 20h.

 

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