Deputada do PT ataca canal fechado da Globo e Guga Chacra a acusa de fake news

Vinicius Cordeiro

erika kokay guga chacra lula livre

A deputada federal – e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) no Distrito Federal, Erika Kokay comemorou a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um ataque à Rede Globo. Com uma foto de quatro jornalistas do programa “Em Pauta”, da GloboNews, ela comentou que o “povo brasileiro está em festa”, mas foi respondida por Guga Chacra, correspondente internacional da emissora em Nova York. Depois disso, ela apagou a postagem.

Reprodução / Twitter

Cara @erykakokay, não estou no ar neste momento e o Em Pauta só começa 20h (são 18h57) e não participo hj. Esta foto não é de hoje e inclusive não uso este terno desde setembro porque rasgou no metrô. Portanto, pediria que retirasse esta foto porque isso é fake news. Obrigado”, respondeu Guga.

Além de Guga, estão na foto Eliane Cantanhêde (direita), Guga, Mônica Waldvogel e Gerson Camarotti. A foto publicada pela deputada é de setembro de 2018, quando foi divulgada uma pesquisa do Ibope sobre as eleições presidenciais do ano passado.

Na época, Jair Bolsonaro (PSL) apareceu na liderança, com 28% de intenção de votos, seguido por Fernando Haddad (PT), com 19%.

Mais cedo, Guga não comentou nada a respeito da libertade de Lula. Entretanto, compartilhou a análise de Bryan Winter, editor da Americas Quarterly e analista da polícia latino americana.

“Os últimos 30 anos da história brasileira foram um longo psicodrama de Lula. Outro capítulo sendo escrito com seu lançamento hoje. Reenergizará a esquerda, lembrará milhões de outros por que votaram em Bolsonaro e abrirá um novo, mais desagradável e mais perigoso período de polarização”, disse o especialista.

LIBERDADE DE LULA

O ex-presidente foi preso no dia 7 de abril de 2018 e cumpriu pena na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba. Foram 19 meses em uma sala de Estado Maior após ter sido condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá (SP).

A primeira condenação foi feita pelo ex-juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e a pena fixada foi de 9 anos e 6 meses de prisão. Depois, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aumentou a punição para 12 anos e 10 meses. Por fim, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) fixou a pena em 8 anos e 10 meses.

No caso triplex, o ex-presidente foi acusado pela Operação Lava Jato de receber propina da OAS por meio da construção e reforma de um apartamento no Edifício Solaris, no Guarujá. Ao todo, a suposta vantagem chegava a R$ 2,2 milhões e teria saído de uma das contas de propina destinada ao PT. Em contrapartida, Lula teria agido para favorecer a OAS em contratos com a Petrobras.

Além disso, o petista responde outras sete ações. Ele já foi condenado, em primeira instância, no caso do sítio de Atibaia, que tratava sobre propinas pagas por meio de reformas de melhoria.

Previous ArticleNext Article