Jimy Raw, radialista e ex-apresentador do Globo de Ouro, morre por coronavírus

Ayrton Baptista Junior - CBN Curitiba

jimy raw

Morreu nesta terça-feira (2), infectado pelo coronavírus, o radialista Jimy Raw, de 58 anos, que estava internado em um hospital do Rio de Janeiro. Fluminense de Niterói, Germano Raw Neto ficou conhecido em Curitiba como locutor das rádios 104 (hoje Jovem Pan)e Antena 1 (atual 91 FM) entre 1982 e 1985, período em que as rádios FMs se popularizaram em todo o Brasil, com uma linguagem dinâmica e descontraída, utilizada para anunciar a programação musical pop (sucessos de Michael Jackson, Blitz, Madonna, Rádio Taxi, entre outros artistas).

A trajetória de Jimy Raw na capital paranaense iniciou na TV Paraná (hoje CNT), no programa Na Boca do Povo, comandado por Ari Soares, com quem havia trabalhado na TV Tupi, do Rio de Janeiro. No mesmo ano, Jimy bateu na porta da 104, vizinha do canal de televisão, no bairro Pilarzinho. Este período, ele recordou em entrevista ao canal Olha Quem Está Falando, de José Milson Fabiano, outro locutor do rádio carioca.

“Fui na rádio, falar com um diretor, e ele olhou pra mim e falou ‘você não quer fazer um teste para trabalhar em rádio?’. Eu já tinha experiência de trabalhar com microfone, tinha essa desenvoltura. Fiz o teste e passei. Comecei a trabalhar como locutor, daqui a pouco virei operador… O programa que eu fazia na cidade virou líder de audiência porque eu era um carioca em Curitiba. 1982 e eu falando daquele jeito engraçado”, conta ele.

Após o sucesso no rádio curitibano e no programa de videoclipes da TV Iguaçu, Jimy retornou ao Rio de Janeiro, onde foi locutor das rádios 98 e Tupi e apresentou em 1990 o Globo de Ouro, musical da TV Globo.

Mesmo distante de Curitiba, Jimy Raw nunca esqueceu o apoio que recebeu na cidade. Na entrevista para José Milson Fabiano, em 2018, o apresentador afirmou que Gilberto Fontoura, da 104, foi o melhor diretor que encontrou nos quarenta anos de carreira.

“O cara que me deu oportunidade na rádio em Curitiba foi o Gilberto Fontoura. Foi um diretor artístico que era um coach, um técnico. Pessoas que chegam e falam: ‘tu vacilou aqui…’. Mas não fala pra destruir, te detonar. Fala pra ver o seu bem”.

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