Saiba como evitar as principais doenças de pele do verão

Caderno Gente


Muita gente espera o ano inteiro pelo verão, mas o que ninguém gosta mesmo são as irritações na pele, típicas da estação.

De acordo com a dermatologista da Neoderme e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Luz Marina Hannah Grohs, no verão ficamos mais expostos ao sol, o que aumenta a probabilidade dessas ocorrências.

“Nesta época do ano a pele fica mais exposta ao sol em termos de extensão, ou seja, braços, pernas, pescoço. Além disso, é nesse período que ocorrem mais picadas de insetos, e o uso de pomadas com anti-histamínicos (prometazina, dexclorfeniramina, entre outros) pode resultar em reação fotoalérgica, ou seja, reação desencadeada pelo sol. Em alguns casos, quando aplicada em áreas expostas pelo sol, a própria pomada pode levar à vermelhidão da pele e ao surgimento de bolhas como uma queimadura”, explicou a especialista.

Urticária solar e brotoeja

Entre as principais afecções de pele no verão estão a urticária solar e a miliária, conhecida como brotoeja. A urticária solar se manifesta muito rápido, 5 a 10 minutos de exposição solar, ocorrendo irritação nas áreas expostas, seguidas de vermelhidão e edema da pele, formando as urticas. A melhora acontece em torno de uma a duas horas. Segundo a especialista, o tratamento envolve o uso de filtros solares, roupas com proteção solar e anti-histamínicos orais.

Já a brotoeja ocorre geralmente em crianças com menos de 2 anos. As principais características são várias bolinhas pequenas vermelhas que surgem em regiões quentes (pescoço, colo, dorso), resultantes de obstrução das glândulas do suor que ainda são muito imaturas. “Nesses casos é importante evitar o hiperagasalhamento e usar hidratantes na pele da criança ou bebê”, lembra a doutora Hannah.

Outro tipo de irritação comum é a manipulação de plantas ou frutas cujo suco ou casca contenham substâncias que podem causar queimaduras ou manchas na pele se expostas ao sol, sendo o mais conhecido o limão.

Alergia x irritação

De acordo com a especialista, geralmente a irritação pode ocorrer nos primeiros usos de alguns produtos, havendo melhora com o tempo. Produtos que contenham álcool ou substâncias adstringentes também podem irritar a pele, como por exemplo, os desodorantes.

Já a alergia é um processo que pode levar de semanas a alguns meses para se desenvolver e sempre que o paciente se expuser a determinado produto (tintura de cabelo, xampu, esmalte) ele sentirá irritação, coceira, vermelhidão e formação do eczema.

“Caso esteja usando um produto novo, procure utilizá-lo primeiro em uma área pequena para teste, como por exemplo, lóbulo de orelhas, e aguarde seu efeito por 24h antes de usar o produto em áreas maiores. Se por acaso ocorrer coceira ou vermelhidão, suspenda o uso imediatamente”, aconselha a dermato.

Dica para aliviar a irritação na pele

O calor convidativo do verão faz com que muitas pessoas aproveitem a praia no fim de semana sem grandes preocupações. No entanto, caso alguma alergia na pele apareça, a dica é lavar a área irritada com água fria para limpar quaisquer vestígios de suco ou sumo de frutas ou até de insetos ou contato com crustáceos, evitando expor a região ao sol.

Segundo a especialista, “no caso específico de queimaduras por água viva, muito comum nos litoral do Paraná, a recomendação é lavar a região afetada com a própria água do mar, soro fisiológico ou vinagre, pois evita que o veneno se espalhe pela pele diminuindo o desconforto”, orienta.

“Outra dica”, reforça a dermato, “é hidratar o local com cremes hidratantes sem fragrância e procurar auxílio médico para prescrever anti-histamínicos ou corticoides orais, se for necessário”.

Exames para detectar alergias na pele

Para descobrir a provável causa, o ideal é consultar um dermatologista e realizar uma avaliação. Muitas vezes é possível identificar o agente causador através da conversa com o paciente, com perguntas sobre a área afetada, hábitos, tipos de produtos que utiliza na pele/cabelo no dia a dia, profissão.

“Se existir alguma dúvida podemos identificar a substância através de um exame chamado patch test (teste de contato), que testa várias substâncias incluindo borracha, níquel, cosméticos. Para alergia alimentar ou ambiental podemos indicar a realização do prick test (teste intradérmico), além de exames de sangue específicos para cada tipo de alérgeno. A biópsia de pele é outra ferramenta para excluir outros tipos de doenças inflamatórias que podem mimetizar um quadro alérgico”, finaliza a especialista.

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