MON reabre ao público com nova exposição

Redação

Exposição Radical no MON, de Sonia Dias Souza

O Museu Oscar Niemeyer (MON) reabriu ao público nesta semana com o retorno à bandeira laranja em Curitiba. A reabertura traz uma nova exposição: ‘Radical’ é a primeira individual da artista Sonia Dias Souza, na sala 1 do museu. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra tem caráter imersivo e reúne fotografias e instalações inéditas.

Na exposição, há o trabalho ‘A semente que somos’, composto por cerca de três mil sementes de flores de lótus desidratadas, unidas por finos fios de arame e penduradas através de fios de pesca. As sementes foram escolhidas pela artista em razão do simbolismo, por estarem ligadas ao processo da vida e de superação.

As muitas possibilidades de interpretação e a expansão de significados são marcas registradas da artista, que recusa a temporalidade e a possibilidade de perspectiva única em sua obra.

Os trabalhos apresentados se desenvolvem em conexão, sobre a relação do homem consigo e com seu entorno; sobre sua finitude, sua existência subjetiva como parte da complexa estrutura que sustenta a vida. Todos foram concebidos como janelas pelas quais é possível encontrar acessos de novos sentidos e alternativas para a solução dos conflitos, inquietudes e medos que nos afligem nessa experiência da vida contemporânea.

O título da exposição é inspirado pelo contraste entre a essência da natureza humana e as manifestações do universo, ambas presentes na sutileza da produção de Sonia Dias Souza. ‘Radical’ também traduz a noção de raiz como metáfora do engajamento de qualquer ser vivo com sua própria evolução, algo presente em sua busca.

A artista acredita que o universo, em suas diferentes dimensões, do macro ao micro subatômico, se organiza e se autorregula como uma composição de energias que estão em movimento e fluxo constantes, acontecendo através de processos interdependentes de interação e comunicação, do qual nós, humanos, somos parte.

“O mundo material que nos rodeia não é diferente. É uma rede de padrões inseparáveis de relações e a nossa evolução está na qualidade dessas relações”, diz Sonia.

O trabalho apresentado reúne expressões plásticas de uma visão subjetiva de nossa existência como fenômeno da complexa estrutura que sustenta o grande mistério da vida.

“Esta não é uma simples exposição de obras de arte. Para sua individual no Museu Oscar Niemeyer, Sonia Dias Souza preparou um ambiente único, um espaço projetado para tocar num ponto essencial: nós e o mundo somos uma coisa só”, explica o curador Agnaldo Farias.

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