Morre em Curitiba o jornalista Fabio Campana, vítima de covid

Redação

Fabio Campana morre em Curitiba

Morreu neste sábado (29 à noite o jornalista, publicitário, editor e escritor Fabio Campana, de 74 anos. Ele estava internado desde a última quarta-feira no Hospital Nossa Senhora das Graças para tratar de complicações da covid-19.  Ele estava entre os grupos prioritários da vacinação e já havia tomado suas duas doses do imunizante.

Segundo publicado no Blog do Fabio Campana, que o jornalista mantinha há 15 anos, ele nasceu em 1947 no município paranaense de Foz do Iguaçu. Viveu em Curitiba desde 1960.

Como jornalista, além de editor de seu blog, foi editor da revista Atenção e do jornal Correio de Notícias. Atuou como colunista político dos jornais Gazeta do Povo, O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná, Gazeta do Paraná e Tribuna do Norte. Foi comentarista de política das rádios BandNews, Banda B e CBN no Paraná. Como repórter, foi autor de matérias marcantes, como “Sodomia, suor e látego”, publicada na extinta Revista Panorama, em 1979. A reportagem denunciava as condições do sistema prisional juvenil do Paraná.

Como escritor publicou Restos Mortais, contos (1978); No Campo do Inimigo, contos (1981); Paraíso em Chamas, poesia (1994); O Guardador de Fantasmas, romance (1996); Todo o Sangue (2004); O último dia de Cabeza de Vaca (2005); Ai (2007); A Árvores de Isaías (2011); O Ventre, o Vaso, o Claustro (2017); e As Coisas Simples (2019).

Foi criador e diretor da editora Travessa dos Editores, onde também dirigiu as revistas Et Cetera e Ideias.

 

Prisão na ditadura e atuação política de Fabio Campana

Na área política, Fábio foi secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba na administração de Roberto Requião. Depois, foi  secretário de Estado da Comunicação Social nos governos de Alvaro Dias e Requião.

Ainda na política, atuou em marketing político, em campanhas para governador do Paraná e prefeituras. Também dirigiu a comunicação das campanhas presidenciais que elegeram dois presidentes do Paraguai: as de Juan Carlos Wasmosy (1993) e de Raúl Cubas Grau (1998).

Na publicidade, trabalhou nas agências Equipe e Exclam.

Fábio Campana foi filiado ao Partido Comunista em 1960 e esteve filiado ao PCdoB até 1981, quando deixou o partido. Foi preso político em 1966 e em 1970, época da ditadura militar.

Casado com a psicóloga e professora Denise de Camargo desde 1975, Fábio Campana deixa também dois filhos e um neto.

 

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