MP-PR arquiva processo de suposta extorsão contra Diego Alemão

Grasiani Jacomini - CBN Curitiba

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O  MPPR ( Ministério Público do Paraná) decidiu nesta sexta-feira (24), pelo arquivamento do inquérito que investiga um suposto crime de extorsão contra o ex-BBB Diego Gasques, o Diego Alemão.

O arquivamento se deu, de acordo com o MPPR pela ausência de provas “suficientes da prática dos crimes de extorsão e associação criminosa, portanto, ausente a justa causa para oferecimento da denúncia”.

Os três suspeitos de extorquir Diego Alemão, foram indiciados, no dia 3 de julho, pela Polícia Civil pelos crimes de extorsão, associação criminosa e fraude processual.

O trio teria exigido R$ 50 mil para não divulgar vídeos da prisão do ex-BBB, após um acidente de trânsito, em Curitiba, no dia 18 de abril. Diego Alemão foi preso após bater o carro contra o veículo de um motorista de aplicativo, no bairro Campo Comprido. Ele é suspeito de dirigir sob o efeito de álcool e também de ter agredido a outra pessoa envolvida no acidente.

No dia 22 de maio, Diego Gasques foi indiciado pela Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), por lesão corporal consumada, ameaça, embriaguez ao volante e desacato. O ex-BBB foi solto no dia seguinte após pagar fiança de R$ 7 mil.

Já o trio foi preso três dias depois, no momento em que receberia parte da quantia exigida para não divulgar as novas imagens da prisão de Diego.

Por meio de nota, Ygor Salmen, advogado de defesa de Maurício Tesserolli e Daniel Alves, disse que o parecer do MP-PR “conhece aquilo que estamos dizendo há muito tempo: Várias mentiras contadas por pessoas sem qualquer responsabilidade e que buscam fugir de suas responsabilidades”.

O texto diz ainda que “infelizmente não fomos ouvidos e agora, como consequência, todos serão responsabilizados pelos crimes e fraudes cometidas nas esferas competentes: criminal, cível e administrativa”.

A defesa de Walter Fontes não foi localizada.

Já a defesa do ex-BBB Diego Gasques, o Diego Alemão, Jeffrey Chiquini, disse por meio de nota que “embora a defesa de Diego Gasques discorde do pronunciamento ministerial, esclarece que respeita a manifestação da Promotora de Justiça”.

A nota diz ainda que “na contramão do desejo social e da legislação vigente, que reprova e responsabiliza ‘chantagens’, ‘achaques’ e ‘acertos’, o Ministério Público entendeu que a exigência indevida para não divulgar vídeos à imprensa, não fornecer provas à justiça e modificar depoimento de testemunha, configura o crime de fraude processual”.

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