Mulher diz que Neymar ignorou apelo e forçou ato sexual sem camisinha

Folhapress

Neymar

A mulher que acusa Neymar de abuso sexual afirmou ter sido vítima de agressão e estupro no quarto do hotel em que estava com o jogador, em Paris. Najila Trindade Mendes de Souza deu entrevista para o SBT, nesta quarta-feira (5).
“Eu fui vítima de estupro. Agressão juntamente com estupro”, disse.

Najila afirmou que alertou Neymar que não queria ser penetrada pelo jogador, já que ele estava sem preservativo. Ela disse que o atleta da seleção brasileira a agrediu e ignorou seus apelos.

É a primeira declaração pública da suposta vítima desde que o caso veio à tona, no sábado (1º). Ela contou ter feito contato com Neymar por meio de redes sociais, até que apareceu o convite para ir à capital francesa encontrá-lo.

​”Eu conversei com ele com intuito sexual. Era um desejo meu. Ficou até claro para ele isso. Ele perguntou quando eu poderia ir. Eu disse: ‘No momento, não posso, por questões financeiras’. Não poderia ir. Também por agenda do meu trabalho. E daí ele sugeriu: ‘Eu posso resolver isso'”, afirmou.

Segundo a modelo, Neymar chegou agressivo ao hotel onde ela estava. Além de agredi-la com tapas violentos, consumou o ato sexual mesmo após ela dizer que que ele deveria parar.

“Ele estava agressivo, totalmente diferente daquele cara que conheci nas mensagens. A gente começou a trocar carícias, ficar e se beijar. Ele me despiu. Até aí, tudo bem. Só que depois ele começou a me bater”, afirmou.

“Nos primeiros [atos agressivos], ok. Só que depois começou a me machucar muito. Falei: ‘Para, está doendo’. Ele falou: ‘Desculpa, linda’. Continuamos. Falei: ‘Você trouxe preservativo?’ Ele disse que não. ‘Então não vai acontecer nada além disso’. Ele não respondeu nada. Ele me virou, cometeu o ato [sexual] e continuava batendo na minha bunda, repetidamente. Foi rápido, eu me virei e saí do quarto. Eu falei: ‘Para, para, para’. Ele não se comunicava. Só agia”, explicou Najila.

Mais de uma vez, ele reafirmou que Neymar havia entendido o pedido para parar e que não deveria acontecer nenhum ato sexual por causa da falta de preservativos.

“Ele tinha entendido que não poderia ir além. Depois, quando me levantei e fui ao banheiro, não acreditei. Fiquei estarrecida. Não consegui falar nada para ele, não consegui xingar, não consegui falar nada para ele. Depois ele levantou, foi para o banheiro. Ele entrou por uma porta, eu saí pela outra”, completou.

Najila disse estar com problemas financeiros, mas negou ter intenção de ser indenizada pelo jogador da seleção brasileira.

“Eu quero justiça. Ele me fez muito mal. Eu quero que ele pague pelo que ele fez. Eu tenho consciência do que o que aconteceu representa para mim. Era uma questão de honra. Não precisava ser do jeito que foi. Era um desejo meu, eu sou livre, desimpedida”, afirmou a modelo, que explicou ter continuado as conversas no dia seguinte para tentar reunir provas da agressão.

O caso foi divulgado no último sábado, após vazamento do boletim de ocorrência da Polícia Civil. No mesmo dia, o jogador se pronunciou por meio de um vídeo publicado em seu Instagram. Na postagem- posteriormente retirada do ar pela rede social- o camisa 10 da seleção brasileira se defendeu da acusação e expôs as conversas com a suposta vítima. Foram exibidas imagens da mulher nua e seminua -com o rosto e partes íntimas borradas.

Após a divulgação das imagens, a Polícia Civil foi até a Granja Comary no domingo (2) buscar explicações do atleta por ter, no vídeo, exposto imagens íntimas da mulher. O jogador ainda não havia voltado de um período de folga, concedido a todo o elenco, e não foi ouvido pelos policiais.

Na segunda, a polícia retornou ao centro de treinamento da seleção. Ficou acertado que o jogador iria falar com as autoridades nesta semana. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil do Rio de Janeiro agendou para a próxima sexta-feira (7) o depoimento do atacante Neymar.

A acusação gerou tensão entre os patrocinadores de Neymar. A Nike, por exemplo, já demonstrou preocupação, assim como a Mastercard.

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