“O Jornal – The Rolling Stone” conta história de amor proibido em Uganda

Fernando Garcel e Assessoria

A peça é inspirada em fatos reais e faz uma alusão ao jornal ugandense The Rolling Stone que, em 2010, publicou uma lista com 100 nomes de homossexuais e incitou seus leitores a enforcar os mencionados.

Fotos: Divulgação

Com direção de Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos, “O Jornal – The Rolling Stone” sobe ao palco do Guairinha nesta segunda e terça-feira (2 e 3), às 21 horas, no Festival de Teatro de Curitiba. O texto, do dramaturgo britânico Chris Urch recebeu o prêmio Bruntwood, seis indicações ao Prêmio Off West End e uma nomeação ao Prêmio Evening Standart.

A peça é inspirada em fatos reais e faz uma alusão ao jornal ugandense The Rolling Stone que, em 2010, publicou uma lista com 100 nomes de homossexuais e incitou seus leitores a enforcar os mencionados.

A história versa sobre um amor proibido que acaba por afetar a vida e o destino de todos ao seu redor. Após a morte do pai, três irmãos – Joe, Dembe e Wummie – precisam reconstruir suas vidas. Joe se prepara para ser reverendo enquanto Dembe e Wummie estudam para progredir diante da desigualdade. Mas o destino será fatal: Dembe conhece Sam e eles se apaixonam. Condenados pela lei, pela sociedade e pela religião, os dois terão de optar entre se separar ou arriscar a própria vida para viver esse amor.

“Encontrar um roteiro que fale de uma realidade de Uganda mas ao mesmo tempo nos remete a tanto do que vivemos no Brasil é um privilégio. Acima de tudo, O Jornal é uma peça que fala sobre amor”, conclui Lázaro.

O pontapé inicial da montagem brasileira foi dado por meio da tradução de Diego Teza, que logo apresentou o projeto ao amigo Kiko. Ao perceber seus conflitos, que colocam à prova o amor, a amizade e a fé, Kiko comentou com Lázaro sobre a possibilidade de produzirem juntos a empreitada. Lázaro aceitou sem hesitação. “Quando o teatro cria um espelho da atualidade é preciso prestar atenção e não deixar que o silêncio se transforme em cumplicidade”, defende Kiko.

Com recursos próprios, a dupla buscou uma equipe comprometida com os mesmos valores que lhe impeliam. A escalação dos atores se deu mediante uma oficina e mobilizou diversos profissionais para um processo de seleção criativo e único. O resultado foram cinco mil inscritos até se afunilar para 70 atores de sete estados diferentes do País.

Previous ArticleNext Article