Procura-se Uma Estrela: doação de medula óssea é tema de peça com música, bonecos e palhaços

Redação

Procura-se Uma Estrela: doação de medula óssea é tema de peça com música, bonecos e palhaços

Acostumados a visitar pacientes em um hospital, dois artistas resolvem mudar esse jogo e vão para o meio de uma praça em busca de doadores de medula óssea. O tema ganha leveza em meio às peripécias da dupla, que usa bonecos, música ao vivo e jogos lúdicos para comover e convencer.

Este é um breve resumo de “Procura-se uma Estrela”, espetáculo teatral que fará temporada online no Litoral do Paraná, entre 11 de novembro e 8 de dezembro. A exibição, da peça gravada para evitar aglomerações em tempos que ainda exigem cuidados, será nas redes sociais do projeto e da produtora Processo MultiArtes.

Antonina, Matinhos, Guaratuba, Morretes e Pontal do Paraná receberão a exibição do espetáculo criado em 2005 pela Processo MultiArtes à convite do LIGH – Laboratório de Himunogenética e Histocompatibilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no intuito de estimular o cadastro de doadores de medula óssea.

Desde então foram mais de 300 apresentações Brasil afora. O diretor da peça, Adriano Esturilho, celebra a feliz reunião do teatro de pesquisa da Processo Multiartes com a linguagem do teatro popular da Cia Filhos da Lua e a Cia dos Palhaços por via do elenco da peça.

Para dar vida aos protagonistas, portanto, os atores Renato Perré e Rafael Alípio e Carolina Maia foram escolhidos a dedo, por suas trajetórias e reconhecidos talentos.

Perré é um experiente ator e mestre bonequeiro, fundador da Cia Teatro Filhos da Lua, renomada por combinar com maestria a linguagem do Teatro de Bonecos com outras linguagens artísticas. São mais de 40 anos de uma brilhante atuação.

Isabelli Neri

“Referência para todos que fazem bonecos”, pontua o diretor. Rafael Alípio, cofundador da Cia dos Palhaços, curador e anfitrião do MishMash, um dos eventos do Festival de Curitiba, torna ainda mais divertida e lúdica essa mobilização em prol da doação de Medula Óssea.

Ao lado deles está Carolina Maia, cofundadora da Processo e integrante também da Tato Produções, interpreta a Menina Brava há 15 anos. Completando o elenco, o próprio Esturilho faz a música ao vivo.  Até então, lembra o diretor, as campanhas trabalhavam com panfletos.

“E veio essa ideia de usar a linguagem artística. Na época, a gente tinha o acompanhamento de uma unidade móvel do Hemepar ou da Federal para fazer o cadastro dos interessados. Com isso, aumentou muito o número de doadores e o espetáculo, criado com uma estrutura adaptável até para salões paroquiais e salas de aula, ganhou vida própria, seguindo com novos parceiros para diferentes lugares do Brasil. A arte virou ferramenta de saúde e cidadania”, completa ele.

Carolina lembra que os dois decidiram colocar em cena um paciente precisando de transplante usando bonecos para não ficar tão pesado e “ficou claro que a linguagem dos palhaços seria perfeita e não havia ninguém melhor que esses dois para realizar a nossa ideia”.

Com os quatro ensaiando, o roteiro inicial ganhou forma, com muito improviso. “O desejo sempre foi de que as pessoas se sintam bem e saibam mais sobre esse assunto tão importante”, diz a cofundadora da Processo, que atua há 22 anos dentro da ideia de fazer arte com cidadania. “Tudo isso se soma, nesta peça, com a experiência do Perré e do Rafael”, completa Esturilho.

Como contrapartida, o projeto vai oferecer dois webinários para grupos de estudantes, além de duas exibições presenciais, em Antonina e Morretes, para pequeno grupo de convidados.  “A gente queria estar presencialmente em todas as cidades do Litoral, mas fomos obrigados, por precaução, a tomar esse cuidado.

A interação com o público é muito importante e vamos manter o diálogo por meio do chat durante as apresentações. Voltar, assim que possível, presencialmente a estas cidades é o desejo de todos nós”, garante Adriano Esturilho.

Para assistir a peça ‘Procura-se Uma Estrela’ basta acessar o link: https://linkr.bio/r5yzq  e acompanhar as redes sociais. E para fazer parte dessa mobilização, tornando-se um doador de medula, basta procurar o hemocentro mais perto de você para fazer a coleta de sangue.

O projeto é aprovado no Programa Estadual de Fomento de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, do Governo do Estado do Paraná. Com apoio da Copel.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="802455" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]