Regina Duarte e Globo rompem contrato: recebi carinho, diz atriz

Regina Duarte rompeu o contrato com a Rede Globo após ser funcionária da emissora por mais de 50 anos. A atriz de 72 ano..

Redação - 28 de fevereiro de 2020, 16:28

Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Regina Duarte rompeu o contrato com a Rede Globo após ser funcionária da emissora por mais de 50 anos. A atriz de 72 anos participou de 31 novelas, oito especiais e mais de 100 episódios em séries e minisséries. O anúncio oficial foi feito nesta sexta-feira (28), em nota divulgada pela Globo, após ela ter aceitado participar do governo de Jair Bolsonaro.

Regina Duarte aceitou chefiar a Secretaria Especial da Cultura após a demissão de Roberto Alvim. A exoneração foi causada pelo vídeo de divulgação do Prêmio Nacional das Artes que parafraseava um discurso de Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hitler durante a Alemanha nazista.

"Deixar a TV Globo é como deixar a casa paterna. Aqui recebi carinho, ensinamentos e tive a oportunidade de interpretar personagens extraordinárias, reveladoras do DNA da mulher brasileira. Por mais de 50 anos sinto que pude viver, com a grande maioria do povo brasileiro, um caso de amor que, agora sei, é para sempre", declarou Regina Duarte.

A nomeação da atriz ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, mas a expectativa é que ela passe a atuar entre 10 a 15 dias após o Carnaval.

DEMISSÃO DE ALVIM GEROU A SAÍDA DE REGINA DUARTE DA GLOBO

alvim bolsonaro goebbels nazismo secretário Vídeo que gerou a demissão de Robero Alvim. (Reprodução / Youtube)

O vídeo que causou a demissão de Roberto Alvim foi a divulgação do Prêmio Nacional das Artes. Além da semelhança do tom da voz e da estética do vídeo, as palavras do pronunciamento de Roberto Alvim são quase idênticas ao discurso de Goebbels, feito no dia 8 de maio de 1933. O trecho está presente no livro “Joseph Goebbels: uma Biografia”, de Peter Longerich.

Confira a diferença entre as palavras:

A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse o então ministro de Hitler.

No vídeo publicado pela Secretaria da Cultura, Alvim declara: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada“.