“Relatos Efêmeros da França Antártica” estreia no Festival de Curitiba

Redação

Entre as estreias nacionais da 28ª edição do Festival de Curitiba está o espetáculo “Relatos Efêmeros da França Antártica”, de Francisco Carlos. A peça trata da tentativa de criação da França Antártica, uma colônia francesa, na baía de Guanabara. O texto se serve da intervenção do colonizador Nicolas Durand de Villegagnon no Rio de Janeiro, entre 1555 e 1560, para abordar temáticas em torno das diferentes formas de colonialismo.

O texto, do dramaturgo Francisco Carlos, passa por temas como a fricção interétnica, ou o atrito da convivência entre diferentes etnias e culturas, com foco na questão indígena. Aborda, ainda, mitologia, tempo passado, presente e futuro, além dos extremos da modernidade ocidental.

O autor da peça e também diretor é formado em Filosofia pela Universidade do Amazonas e é conhecido por fazer um teatro que chama de “poético-mítico-filosófico-etnográfico”. Francisco Carlos já dirigiu mais de 40 espetáculos de sua autoria, além de shows, óperas e vídeos.

Ele encenou, no Espaço dos Satyros (SP), entre 2009 e 2011, a Mostra de Peças dos Fenômenos Urbanos. Coordenou a Residência Teatral “Sonata Fantasma Bandeirante” na SP-Escola de Teatro, em parceria com o Instituto de Psicologia (USP), de agosto de 2013 a junho de 2014. A convite de Kil Abreu, curador de teatro do CCSP, dirigiu a leitura encenada da “Viagem Magnética”, peça inédita de Décio Pignatári, no CCSP. Atualmente coordena um projeto cênico-teórico “Paisagens Indígenas e outros debates cênicos” no Instituto de Psicologia- USP (Rede Indígena).


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