‘Reputation’: novo álbum mostra que “a velha Taylor Swift está morta”

Guilherme Grandi


Com Metro Jornal

Envolvida em embates polêmicos com figuras como o rapper Kanye West e a cantora Katy Perry, Taylor Swift não tem a melhor reputação entre os colegas da indústria. Mas, aos olhos dos público, ela está com tudo.

O recém-lançado sexto disco de Swift, “Reputation”, vendeu 1,2 milhão de cópias, nos Estados Unidos, na última semana, e estreou no topo da parada Billboard 200. Taylor, além disso, só conta com as vendas: ela não disponibilizou o CD em streaming.

Os três últimos trabalhos da cantora – “Speak Now”, de 2010, “Red”, de 2012, e “1989”, de 2014 – também ultrapassaram a marca de 1 milhão de unidades comercializadas na primeira semana.

No novo álbum, a artista de 27 anos abraça a fama de “cobra” e se afasta da imagem angelical que marcou o início da carreira. Se antes histórias românticas davam o tom das suas composições, agora ela faz questão de avisar: “A velha Taylor está morta.”

A frase está em “Look What You Made Me Do”, single de divulgação, e onde a rebeldia chega ao auge: a vingativa Taylor ironiza os críticos e promete protagonizar os pesadelos dos inimigos.

Símbolo da transição artística do country para o pop eletrônico, “Reputation” combina as facetas debochadas da “nova Taylor” com temas explorados em trabalhos anteriores. A atrevida “…Ready For It?” abre o disco com versos de rap que comparam um ex-namorado misterioso com um criminoso: “Sabia que ele era um ladrão no minuto em que o vi” é um dos trechos.

Na faixa seguinte, “End Game”, a americana compartilha os vocais com o rapper Future e o cantor britânico Ed Sheeran.

A partir da oitava música, “Gorgeous”, as farpas são deixadas de lado. Com a balada “New Year Day”, Swift encerra o projeto mais irreverente da carreira refletindo sobre o passado e ansiosa para o futuro.

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