Condução da Lava Jato cria tendência negativa na Justiça brasileira, diz advogado de Cunha

Responsável pela defesa de diversos réus da Operação Lava Jato, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Edua..

Roger Pereira - 04 de março de 2017, 15:03

Responsável pela defesa de diversos réus da Operação Lava Jato, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o advogado criminalista Marlus Arns foi o entrevistado deste sábado do programa Entrevista Coletiva, da Band Curitiba, em parceria com o Paraná Portal. “´Sem dúvida nenhuma essa é uma tendência e uma tendência negativa”, disse o advogado, citando que a condução de enfrentamento da Lava Jato, dificultando o trabalho das defesas e usando dos artifícios das delações premiadas e das prisões preventivas é a nova forma de atuação do judiciário no Brasil.

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O advogado também criticou a excesso de prisões preventivas e a duração dessas prisões nas operações decorrentes da Lava Jato, e disse não ver muita margem para reverter o quadro nos tribunais superiores, que vêm mantendo as teses do Ministério Público e as decisões da primeira instância. “O sistema está em profunda modificação, queiram os advogados ou não”.

Nesta mudança de conceito, diz o advogado, o instrumento da colaboração premiada tem que passar a ser considerado pelos advogados como uma ferramenta de defesa e não só um instrumento dos investigadores. “Como advogados, temos que trabalhar pela liberdade de nossos clientes, ou para a menor pena possível. E, se isso passar por um acordo de colaboração, tem que ser considerado”, disse, negando, no entanto, que já tenha tratado de delação com Eduardo Cunha.

Confira a íntegra da entrevista:

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