Sergio Moro vai trabalhar como consultor e advogado após saída de Ministério

Redação


Após pedir demissão do Governo Bolsonaro, onde era Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro vai trabalhar como consultor e advogado em um escritório. Além disso, o ex-ministro aceitou convite para ser colunista de uma revista.

Quem divulgou a informação foi o jornalista Gabriel Mascarenhas, no blog do Lauro Jardim, no O Globo deste domingo (31).

Sergio Moro já teria informado à Comissão de Ética da Presidência da República que vai trabalhar como consultor e advogado e aguarda resposta se pode iniciar os novos projetos ou se deve esperar seis meses.

Uma das possibilidades é que Moro vai advogar no escritório de sua mulher, Rosangela. Porém, no dia 7 de maio, o Paraná Portal informou que o ex-ministro também conversava com Nelson Willians.

O ex-ministro também deve começar a dar aulas em universidades, o que já fazia antes de aceitar o cargo no Governo Bolsonaro. Moro ainda não se manifestou sobre a informação.

SERGIO MORO PEDE DEMISSÃO APÓS SUPOSTA INFERFERÊNCIA POLÍTICA DE BOLSONARO

Sergio Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de interferir nas investigações da Polícia Federal. As acusações foram feitas no dia em que o ex-ministro pediu demissão da pasta.

Durante o pronunciamento, Moro reforçou que deixava a pasta por conta das interferências políticas do governo nas investigações feitas pela Polícia Federal.

“Bolsonaro me disse mais de uma vez que queria um diretor que pudesse ser de seu contato pessoal, que ele pudesse ligar, obter informações. Imagine se na época da Lava Jato a presidente Dilma, e o ex-presidente, ligassem para obter informações sobre as investigações? Isso na dá!”

Após as denúncias feitas pelo ex-ministro contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar as acusações.

Aras especificou que a investigação deve analisar os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

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