Show de Paul McCartney em Curitiba, teve NA NA NA e muito mais

Simone Giacometti


Quem não era fã de carteirinha, com certeza se tornou depois de assistir ao show de Paul McCartney, na noite deste sábado (30), no Estádio Couto Pereira.  Descontraído e falando várias gírias em português, o ex-Beatle encantou pelo carisma durante a passagem pela capital paranaense com a turnê Freshen Up.  Essa foi a segunda vez que Paul desembarcou em Curitiba. A primeira foi em 1993 na Pedreira Paulo Leminski.

Foto: Geraldo Bubniak – AGB

No repertório, clássicos que fizeram as quase 43 mil pessoas cantarem uníssonas.  O show de tirar o fôlego  durou 2h40 sem parada e com direito a Paul tocando piano, baixo, violão, guitarra, bandolin e ukelele (um pequeno violão). Entre um “Tamo junto” e “Suave na nave”, Sir McCartney arrancou gargalhadas e muitas lágrimas de emoção. Em tempos de celular sempre à mão, não faltaram momentos mágicos , como na canção Black Bird, com milhares de luzes acesas voltadas para o jovial senhor de 76 anos.

A vitalidade com que o experiente cantor conduziu a apresentação fez com que até mesmo assíduos frequentadores de seus shows, se desmanchassem em elogios.  A professora Michele Nasser,  trouxe o filho Henrique, de 15 anos. O estudante compreendeu porque a mãe está no quinto show do britânico. “Ele é único, revolucionou a história do rock. Olha a idade que ele tem e ainda tem toda essa disposição”, disse o adolescente.  As palavras encheram de orgulho a incentivadora do gênero musical. “Curtir o Paul  junto com meu filho é muito gratificante, são quase 60 anos de carreira e ele nem pensa em parar, é um exemplo”, finaliza Michele.

Yanko Mazzi viajou do município de Rio do Sul, em Santa Catarina, só para conferir o repertório que o inspira desde criança. “Eu tenho uma banda e comprei um baixo por influência do Paul, igualzinho o dele”, revela o servidor público.  Ele teve a companhia da colega jornalista Leni Juncek, que já foi à seis apresentações do ex-Beatle. “Minha história de vida tem a trilha sonora dos Beatles. No primeiro show que assisti, conheci meu marido. No segundo eu estava grávida. Neste estou vindo sozinha e relembrando o quanto todas as músicas fazem sentido em diferentes fases”, revela Leni.

Foto: Joyce Carvalho – Rádio Cbn

A todo momento o astro soltava uma palavra no idioma local. E para diversão do público, ele chegou até a citar o nome de uma das cidades da região metropolitana de Curitiba. “Agora só Pinhais”, disse ele, bem humorado.  Também foi em tom de espontaneidade que acrescentou ao setlist músicas de seu novo disco  “Egypt Station”.  No álbum tem homenagem ao Brasil, com a canção “Back in Brazil” executada com muito swing pelo baterista e “dançarino” Abe Laboriel Jr.  A formação da banda traz nas guitarras Rusty Anderson e Brian Ray e no teclado  Paul Wickens.

E não tem como deixar de fora o momento NA NA NA, quando é tocada “Hey Jude” e milhares de cartazes distribuídos por um patrocinador do evento são levantados e sustentados no alto, acompanhados por um animado coro.

Henrique, Michele, Leni e Yanko levaram os cartazes de recordação para casa

Um trio de metais surgindo no meio do público, o retorno ao palco depois do Bis para uma sequência final cheia de personalidade e fogos de artifício num encerramento apoteótico,  completaram as surpresas da última das três apresentações que fez com a turnê Freshen Up no Brasil.  Um show para ficar na história do rock, estilo musical tão bem tratado pelo ídolo. “Obrigado Curitiba”, se despediu Paul McCartney.  “Valeu” Macca.

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