Titãs fazem pré-estreia de ópera rock no Festival de Teatro de Curitiba

Fernando Garcel


A tradição das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou o clássico “Tommy”, passando pelo conceitual “The Wall”, do Pink Floyd, e mais recentemente por “American Idiot”, dos pop punks Green Day. Os paulistanos Titãs bebem dessas fontes, ao mesmo tempo em que imprimem sua personalidade em sua primeira obra brasileira do gênero, a inédita “Doze Flores Amarelas”.

O espetáculo de canções narrativas será apresentado no Guairão, durante a Mostra do Festival de Curitiba 2018, em duas ocasiões. Nesta terça-feira (3), a banda faz um ensaio geral aberto;  já no dia 04, acontece a pré-estreia oficial da turnê, que na semana seguinte desembarca em São Paulo para a estreia nacional.

“Curitiba é famosa por ser cidade em que são testados os produtos antes de ser lançados no mercado. Ouço isso desde os anos 1970. O fato de convidarem a gente para o Festival de Teatro, a gente achou sensacional… é fora da nossa zona de conforto e isso é muito estimulante”, declarou Tony Belloto em coletiva de imprensa.

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Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto (os três remanescentes da formação clássica da banda) decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo de teatro Parlapatões – e o escritor e jornalista Marcelo Rubens Paiva para participarem do projeto. Deste encontro se desenvolveu o argumento do espetáculo, assinado pelos cinco. O fio condutor da narrativa foi uma unanimidade, partiu de questões sensíveis e relacionadas, como machismo, assédio sexual, violência contra a mulher, aborto e tecnologia virtual.

As músicas apresentam a história de três jovens estudantes, que, como todos de sua geração, fazem uso abundante de tecnologia, em especial, um aplicativo chamado Facilitador, descrito como uma espécie de oráculo. Em uma dessas consultas, as garotas procuram por diversão, mas acabam enganadas e violentadas por cinco colegas, o que desperta um sentimento de vingança em cada uma, que dali em diante traçam um desfecho surpreendente. Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, um funk-rock cantado por Branco Mello, a balada irônica “Me Estuprem” e a homônima “Doze Flores Amarelas”, que amarra a história misturando tango e rock.

Ao todo são 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam ao guitarrista Beto Lee e ao baterista Mario Fabre, além de três cantoras/atrizes que fazem a linha de frente musical, Corina Sabba, Cyntia Mendes e Yás Werneck.

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