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Superlua de Sangue poderá ser vista neste domingo

Entre a noite deste domingo (20) e a madrugada de segunda-feira (21), os curitibanos poderão observar a “Superlua..

Francielly Azevedo - 20 de janeiro de 2019, 08:10

Foto: EBC
Foto: EBC

Entre a noite deste domingo (20) e a madrugada de segunda-feira (21), os curitibanos poderão observar a “Superlua de Sangue”. O acontecimento é considerado singular e está previsto para ocorrer novamente só em 2037.

O evento astronômico poderá ser visto a olho nu em Curitiba. Na ocasião, a Lua será encoberta pela sombra da Terra, que estará alinhada entre o satélite natural e o Sol.

Os raios de sol não chegarão na Lua diretamente, apenas algumas faixas de frequência da luz solar passam pela atmosfera da Terra e atingem a Lula. Isso faz com que o astro fique sob a sombra da terra e ganhe uma coloração avermelhada, popularmente conhecida como “Lua de Sangue”.

O fenômeno fica ainda mais interessante porque vai acontecer bem na época em que a Lua está mais perto da Terra e, por isso, parece estar maior no céu, sendo chamada de “superlua”, de acordo com o professor de Física e especialista em Astronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dietmar Foryta.

"São dois fenômenos que estão se sobrepondo: a passagem muito próxima do eclíptico, ou seja, a luz que vai iluminar a Lua e a proximidade da terra da Lua. Aproximadamente uma vez por ano você vai ter a super Lua porque está na posição mais próxima", contou

Quem quiser ver a “superlua de sangue” vai precisar madrugar. Será possível observar o acontecimento entre às 1h34 e às 4h51 da manhã na madrugada de domingo (20) para segunda-feira (21).

O eclipse total começa às 2h41, quando a sombra da Terra escurece a superfície visível da Lua como um todo.

Pra visualizar a “superlua de sangue” não é preciso nenhum equipamento, basta olhar para o céu. A torcida do astrônomo é para que as nuvens em Curitiba colaborem. "Nós temos poucas noites boas em Curitiba. O interessante de Curitiba é que quando anoitece forma-se uma camada de nuvens, por causa da queda da temperatura", explicou.

Outros eclipses vão acontecer nos próximos anos, mas, até 2021, nenhum deles será total. Já o fenômeno da “superlua de sangue” deve ser observado somente daqui há 18 anos, em 2037.