Procura por seguro para celular cresce 70% em um ano

Mariana Ohde

Os prêmios passaram de R$ 530 milhões em 2016 para R$ 900 milhões em 2017.

O número de pessoas que buscam fazer um seguro para celular disparou. Segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o número de prêmios para este tipo de apólice cresceu 70% nos últimos 12 meses, passando de R$ 530 milhões em 2016 para R$ 900 milhões em 2017.

Somente no ano passado, 300 mil celulares foram indenizados pelas empresas seguradoras. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou 1,6 milhão de linhas telefônicas no período. Desde o ano de 2010, foram mais de 9,2 milhões de ocorrências que levaram ao bloqueio das linhas, incluindo também casos de perda do aparelho.

Também de acordo com a Anatel, com bases em dados do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi) que integra dados das policias estaduais e do Distrito Federal, foram bloqueados 180.508 celulares.

De acordo com Marco Garutti, presidente da Comissão de Seguro Garantia Estendida e Afinidades da Fenseg, em 2018 os prêmios de seguro nesse produto facilmente irão superar a casa de R$ 1 bilhão.

“Estimamos que mais de 350 mil celulares serão repostos ou reparados no neste período. O seguro de celulares e smartphones não necessariamente tem como canal exclusivo as lojas de rede varejistas. Pode ser encontrado através de um corretor de seguros e até mesmo operadoras de telefonia móvel”, explica Garutti.

Os estados com maior índice de bloqueio são São Paulo 116.000 linhas; Rio de Janeiro 27.785 e Espírito Santo 10.179.

Valores

O valor de um seguro de smartphone pode variar entre 15% a 25% do valor os aparelhos. Um telefone comprado por R$ 2 mil, por exemplo, pode ser segurado por R$ 500 pelo prazo de 12 meses, de acordo com a apólice.

Os seguros incluem coberturas para roubo e furto com vestígio, danos físicos acidentais que afetam o funcionamento do telefone, danos por queda de líquido e oxidação, e problemas elétricos, entre outros casos, que podem variar de acordo com o plano.

Segundo Garutti, em caso roubo ou furto, o segurado deve fazer o registro de ocorrência policial e pedir o bloqueio da linha telefônica o mais rápido possível.

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Repórter no Paraná Portal
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