Abraham Weintraub vai ao Senado “esclarecer mentiras” sobre o Enem 2019

Redação

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O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai ao Senado para explicar à Comissão de Educação, Cultura e Esporte sobre os erros do Enem 2019 nesta terça-feira (10). A audiência está prevista para acontecer a partir das 11h e será transmitida ao vivo pela TV Senado (assista abaixo).

Na noite de ontem, Weintraub disse que estava à disposição para esclarecer mentiras propagadas envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médico. Veja abaixo!

Em resposta ao tweet, alguns estudantes argumentaram que o site do Sisu não estava funcionando. Outros, apoiaram o discurso do ministro e desejaram boa sorte.

Polêmicas envolvendo Enem 2019

Ainda no início de 2019, em abril, a primeira polêmica envolvendo o Enem 2019 aconteceu quando a gráfica que faria a prova entrou com um pedido de falência. Em seguida, no primeiro dia de provas, uma foto com a proposta de redação foi vazada minutos após o início do exame. No dia, o Ministro da Educação afirmou que a foto tirada e postada era verdadeira, mas que tudo estava dentro da normalidade.

Já em 2020, a polêmica da vez foi o erro na correção da prova. No dia 18 de janeiro, um dia após a divulgação do resultado, foram encontrados quatro casos de inconsistências na correção da segunda prova do exame. Devido ao erro, alguns alunos relataram nas redes sociais terem sido surpreendidos com notas baixas.

Segundo o Inep, foram constatados erros na identificação dos candidatos e da respectiva cor de sua prova do Enem 2019. O candidato fez a prova de uma cor, mas a nota foi corrigida como se fosse de outra. Além da falha inicial ocorrida na gráfica, também foram encontradas notas erradas provocadas por outras falhas, como na aplicação.

No dia 21 de janeiro, o Ministério da Educação afirmou que candidatos do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) enfrentavam lentidão. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a “instabilidade ocorreu devido ao grande número de acessos”.

Ministro da Educação conturbou sessão na Câmara

Em dezembro, Abraham Weintraub esteve em uma audiência na Comissão de Educação, da Câmara dos Deputados. O objetivo era explicar os ataques feitos às universidades federais. Em uma entrevista, por exemplo, o ministro disse que as instituições têm “plantações extensivas de maconha”.

Durante a sessão, Weintraub manteve o discurso e gerou diversas discussões com os parlamentares. “Pode ensinar o que quiser, falar de Karl Marx, não tem problema. Agora, a Polícia Militar tem que entrar nos campi”, disse o ministro.

Idilvan Alencar (PDT), deputado federal pelo Ceará, foi um dos que retrucaram o ministro. Para ele, Weintraub deveria “aproveitar o Natal e pegar o beco”, ditado nordestino que significa ir embora. “Acho que você tem que usar de bom senso, humildade e auto-crítica. Você foi nomeado e criou um Twitter somente para disseminar ódio. O senhor não tem condição técnica e política para estar nessa função”, opinou o parlamentar.

Weintraub diz que “fetiche da esquerda” é vê-lo preso e torturado

No dia 19 de dezembro, Abraham Weintraubministro da Educação, publicou uma foto em que aparece com sua cabeça em uma berlinda, um instrumento de tortura similar a uma guilhotina. O post, feito para ironizar seus críticos, foi feito em sua conta no Twitter.

“Fetiche da esquerda neste Natal: ver Weintraub preso, torturado e obrigado a usar um suéter vermelho como humilhação. Será que estou na Venezuela ou em Cuba?”, postou o ministro.

Assista aqui a audiência de Weintraub no Senado!

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