Alep adia proposta de não pagar reajuste e servidores organizam greve

Redação


(Com Metro Jornal Curitiba)

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli (PSB), anunciou nessa terça-feira que o congelamento dos salários dos servidores públicos só será votado depois que o projeto de ajuste fiscal da União for aprovado em Brasília.

“Esta Casa não vai votar nada em regime de urgência, vamos esperar o PL 257; só daí nós votamos a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Temos espaço para debater”, falou.

O PL-257 é o texto que estabeleceu a renegociação das dívidas e impôs novas regras aos Estados. O projeto já foi aprovado na Câmara, mas ainda tem que passar no Senado, sem data marcada. Romanelli defendeu, no entanto, que o congelamento dos salários será necessário devido à crise financeira.

“Nós esperávamos que fossemos crescer 3% em 2016, mas já perdemos entre 7 e 8%. Empresas sólidas estão parando de recolher impostos”, alertou.

Já os deputados oposicionistas lembraram que no final de 2014 o Executivo já promoveu um ‘tarifaço’, com aumentos do IPVA e ICMS. Depois, neste ano, foram criadas taxas sobre minérios e pelo uso de água por hidroelétricas.

“É claro que há dificuldades, e não só deste governo, mas este é o único governo estadual que já fez três reajustes fiscais”, afirmou Tadeu Veneri (PT).

Em trocar de congelar salá- rios, a proposta do Executivo é de efetivar a partir de janeiro de 2017 todas as progressões e promoções que estão atrasadas aos servidores – isto geraria um custo de R$ 60 milhões na folha salarial. Além disso, o Executivo também se compromete a pagar os R$ 750 milhões já atrasados das progressões.

Segundo o secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, seriam necessários R$ 3,5 bilhões para pagar também os reajustes salariais, dinheiro que não existe.

Reações

A Apra (Associação de Praças do Estado do Paraná), o Sindsaúde-PR, o APP-Sindicato, Associação dos Delegados e o Fórum dos Servidores Estaduais, já repudiam a proposta. “A notícia (…) gerou grande comoção no efetivo da PMPR”, diz nota da Apra.

O sindicato dos professores convocou uma reunião para amanhã, para “organizar a greve da categoria”. Ontem um grupo de estudantes do ensino médio do Colégio Padre Arnaldo Jansen, em São José dos Pinhais, ocupou a instituição.

Eles protestam contra o tentativa de reforma do Ensino Médio do MEC, além do não-pagamento dos reajustes para os professores.

Previous ArticleNext Article