Alep debate na segunda a cura do autismo

Por iniciativa do deputado Felipe Francischini, será realizada, segunda-feira, das 9h às 13 h, na Assembleia Legislativa..

Pedro Ribeiro - 25 de março de 2017, 18:23

Por iniciativa do deputado Felipe Francischini, será realizada, segunda-feira, das 9h às 13 h, na Assembleia Legislativa, solenidade para discutir e debater a importância do diagnóstico precoce no tratamento das doenças psíquicas, com destaque para o autismo. O evento  contará com especialistas da área como Dr. Alfredo Jerusalinsky, psicólogo e doutor em desenvolvimento infantil pela USP, Dr. Sérgio Antoniuk, neurologista infantil, Luciana Mendina, jornalista e autora do livro “O autismo tem cura?” e Bernardo José Martínez, filho da Luciana Mendina e autista.

Também será discutida a necessidade de que o SUS adote um protocolo, desde o nascimento do bebê até os 18 meses de vida, para detectar o quanto antes possíveis sintomas destas doenças.

“Considero o diagnóstico precoce, o tratamento médico e a inclusão social essenciais para o tratamento do autismo. O diagnóstico precoce deve ser feito, de preferência, até os dois anos de idade, quando ainda é possível reverter muitos ou quase todos os sintomas do autismo. Na França, por exemplo, já é possível se chegar a um diagnóstico em bebês com apenas seis meses de vida”, diz Luciana Mendina. “No entanto, temos sempre de levar em consideração que há diferentes graus de autismo, do leve ao severo, e que nem todos responderão da mesma forma ao tratamento”, acrescenta.

Para Alfredo Jerusalinsky, no que se refere à detecção precoce para o autismo e outras afecções psicopatológicas já existem hoje instrumentos idôneos, tais como o IRDI e o PREAUT. “Esses protocolos permitem registrar durante os primeiros 18 meses do bebê indicadores de risco sem confundi-los com diagnóstico”, enfatizou.

Após o evento, no plenarinho da ALEP, será lançado o livro “O autismo tem cura?”. Aproveitando as comemorações em torno do autismo, o deputado Delegado Francischini, que também confirmou presença no evento, pedirá a relatoria, em Plenário da Câmara dos Deputados, do PL 5501/13, que prevê a adoção de um protocolo pelo SUS, capaz de identificar possíveis doenças mentais.