Animações ensinam crianças a se defender contra abuso sexual

Com a realização das Olimpíadas no Brasil, evento que atrai turistas de todo o mundo, o risco de violação dos direitos h..

Andreza Rossini - 10 de agosto de 2016, 11:55

Com a realização das Olimpíadas no Brasil, evento que atrai turistas de todo o mundo, o risco de violação dos direitos humanos de crianças aumentam. Uma instituição de ensino lançou uma campanha para orientar meninos e meninas, entre 5 e 11 anos, sobre como pedir ajuda nestes casos.

O serviço de denúncias disque 100, registrou 80.473 violações de direitos das crianças e de adolescentes em 2015, das quais 17.583 foram de violência sexual. A maior parte dos casos são de meninas e meninos de 4 a 11 anos (40%), seguidos por crianças e adolescentes de 12 a 17 (31%) e de 0 a 3 (16%). O ano não teve eventos mundiais no Brasil.

A campanha "Defenda-se" da rede Marista de Solidariedade, lançou uma série de vídeos voltados para as crianças, em diferentes línguas e em libras. “Acreditamos que por meio dos vídeos a criança consegue perceber no próprio dia a dia em quais situações está mais vulnerável, e que ações pode tomar para se prevenir da violência sexual, lembrando que sempre deve contar com um adulto de confiança. Além disso, educadores e profissionais que atuam no Sistema de Garantia de Direitos podem utilizar o material como forma de abordar o tema”, diz Vinícius Gallon, coordenador da campanha Defenda-se.

Veja o primeiro vídeo da série:

A série de vídeos está disponível aqui. 

Conheça os temas das animações:

•1 – Não tenha medo nem vergonha de se defender

•2 – Proteja sua imagem

•3 – Não aceite carona de estranhos

•4 – Não dê informações pessoais a quem você não conhece

•5 – Conheça e proteja o seu corpo

•6 – Não aceite dinheiro ou presente em troca de carinhos

•7 – No carnaval e nas férias, fique mais atento com sua autodefesa

•8 – Conheça e acesse os canais de denúncia

•9 – Identifique quais carinhos são bons e quais são abusivos

•10 – Meninas e meninos devem ser respeitados e ter os mesmos direitos