Ano Novo 2021: Veja a retrospectiva de julho a dezembro de 2020

Redação

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O Ano Novo 2021 começa a partir da 00h desta sexta-feira (1), mas ainda dá tempo de relembrar o que aconteceu de julho a dezembro. O segundo semestre do ano da pandemia ficou marcado por diversas mortes de astros, além das Eleições. Agora, o ano acaba na corrida pela vacina de covid-19. Confira a segunda parte da Retrospectiva 2020!

JULHO – PICO DA PANDEMIA E PANTANAL EM CHAMAS 

Logo no início do mês, o Congresso Nacional determinou o adiamento das Eleições 2020 para novembro.

Mas julho ficou marcado pelo recorde de mortes no Brasil. Foram 32.912 vítimas da covid-19 naquele mês, superando os 30.215 óbitos de junho. O presidente Jair Bolsonaro

O Pantanal sofreu com a expansão das queimadas por causa da seca e deu muito trabalho aos bombeiros. Foram registrados 1.684 focos de incêndio, o que significou um aumento de 241% em relação a julho de 2019, conforme os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No fim do mês, o apresentador Rodrigo Rodrigues, do SporTV, morreu aos 45 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após ter sido diagnosticado com covid-19 e não resistiu após ter uma trombose venosa cerebral. O jornalista era conhecido pelos guias de viagem em Paris e Londres.

No Paraná vale lembrar de três fatos marcantes. A passagem de um ciclone bomba causou muitos estragos, o Estado viveu a quarentena restritiva definida pelo governador Ratinho Junior e uma empresária curitibana recebeu uma ligação de Bolsonaro, que lamentou o decreto municipal. Por fim, a morte de Stephany Rosa da Silva, aos 30 anos, comoveu. Ela virou meme nacional em 2012 após ser presa dirigindo bêbada e não resistiu na luta contra um câncer.

AGOSTO –ACIDENTE NO PARANÁ, EXPLOSÃO NO LÍBANO E MORTE DO PANTERA NEGRA

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Colaboração

Agosto de 2020 começou e terminou com tragédias. No Paraná, um acidente envolveu mais de 20 veículos causou oito mortes e deixou mais de 30 feridos na BR-277, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Já o Brasil passou da marca de 100 mil mortes por coronavírus.

O governo do Paraná anunciou acordo com a Rússia para o desenvolvimento da vacina Sputinik V. O Estado viveu o auge da seca e a região de Curitiba passou a ter rodízio de água a cada 36 horas.

No Líbano, uma explosão na capital Beirute deixou ao menos 100 mortos e mais de 5 mil feridos. O incidente passou a ser investigado pelo país, mas diversas nações desejaram que a apuração fosse feita internacionalmente.

Chadwick Boseman, que interpretou o herói Pantera Negra nos cinemas, morreu aos 42 anos após lutar contra um câncer de cólon por quatro anos. Ninguém sabia da doença, que não impediu o astro de gravar diversos filmes mesmo fazendo o tratamento. A morte de Chadwick gerou uma enorme comoção no planeta, principalmente no debate da representatividade.

No esporte, o Campeonato Brasileiro 2020 voltou a ser disputado e o Bayern de Munique se sagrou campeão da Champions League 19/20. Além disso, Ronaldinho Gaúcho foi solto após ficar preso por cinco meses no Paraguai.

SETEMBRO: TRUMP x BIDEN, BOLSONARO NA ONU E MUDANÇA NO STF

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(Reprodução/Instagram)

O mês ficou marcado principalmente pelas notícias em relação ao presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. Ele teve o debate caótico com Joe Biden e o jornal The New York Times revelou que Trump não pagou imposto de renda por pelo menos 10 anos nas últimas décadas.

O mundo chegou ultrapassou a marca de 1 milhão de mortes pela covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro discursou na ONU (Organização Mundial da Saúde) duas vezes. Primeiro ele afirmou que o Brasil é alvo de campanha de desinformação sobre as queimadas e ressaltou o auxílio emergencial no combate ao coronavírus. Na segunda, rechaçou “de forma veemente” a cobiça internacional sobre a Amazônia e defendeu a gestão soberana do Estado sobre os recursos naturais.

No Brasil, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), anunciou a aposentadoria. Por fim, uma das mortes mais comentadas foi a do cartunista Quino, criador da personagem Mafalda. Ele faleceu aos 88 anos, na Argentina.

OUTUBRO: BOLSONARO DEFINE NOVO MINISTRO NO STF 

Jair Bolsonaro escolheu Kassio Nunes Marques ocupar a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

A ginasta Ana Paula Scheffer foi encontrada morta, dentro de casa, no Paraná.

A reabertura da fronteira entre Brasil e Paraguai ficou marcada por confusão na Ponte da Amizade.

O guitarrista Eddie Van Halen, considerado um dos maiores de todos os tempos e fundador da banda, morreu aos 65 anos por câncer na garganta.

NOVEMBRO: ELEIÇÕES, PIX, AMAPÁ E MORTES DE MARADONA E LOURO JOSÉ

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(Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O mês ficou marcado pelas Eleições 2020. Mais de 147 milhões de brasileiros estavam aptos a escolher os novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de 5.569 municípios.

Em Curitiba, Rafael Greca foi reeleito. Ponta Grossa, no Paraná, teve a única disputa de segundo turno entre duas mulheres, vencida pela Professora Elizabeth.

Quem também se manteve no cargo foi Bruno Covas, que derrotou Bruno Covas em São Paulo. No Rio, Eduardo Paes derrotou Marcelo Crivella. Entretanto, o Amapá ficou no escuro. O estado da região Norte do Brasil sofreu dois apagões e registrou muita confusão.

No dia seguinte às eleições, o Pix, sistema de pagamento instantâneo, entrou em funcionamento. Já nos Estados Unidos, quatro astronautas estavam no foguete Falcon 9, lançado rumo à Estação Espacial Internacional.

O mundo ficou abalado com a morte de Diego Armando Maradona, um dos maiores nomes do futebol mundial de todos os tempos.

No Brasil, três mortes também tiveram muita repercussão. O ator e humorista Tom Veiga, que interpretava o Louro José no programa Mais Você, da Globo, causou tremenda comoção ao falecer por um AVC (acidente vascular cerebral). Já a cantora Vanusa não resistiu a uma insuficiência respiratória em Santos e o jornalista Fernando Vanucci, aos 69 anos, faleceu em Barueri.

DEZEMBRO – VACINAS, BIDEN PRESIDENTE DOS EUA E MAIS MORTES

Dezembro está marcado na história pela corrida das vacinas contra o coronavírus. Cerca de 50 países, como Estados Unidos, Canadá, México, Argentina e Chile, já começaram a vacinar a população com aprovações emergenciais dos imunizantes. No Brasil, a previsão é para o fim de janeiro.

São 19 vacinas sendo estudadas para conter a covid-19. A maior parte do mundo, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, já aplica a vacina desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech enquanto a Sputinik V também ganha seu espaço. No Brasil, a vacina mais próxima é a Coronavac, estudada pelo Instituto Butantan.

Apesar da vitória de Joe Biden ter sido anunciada em novembro, a oficialização do triunfo é feito somente em dezembro. Isso porque as apurações dos votos só foram encerradas nos Estados Unidos no dia 14 deste mês. Então é oficial: Biden venceu Donald Trump e foi eleito o novo presidente dos EUA.

No futebol, outras duas figuras lendárias morreram. Alejandro Sabella, técnico que levou a Argentina à final da Copa do Mundo 2014, faleceu aos 66 anos. No dia seguinte, quem faleceu foi o atacante italiano Paolo Rossi, carrasco do Brasil e artilheiro da Copa de 1982. Por outro lado, Robinho viu a Justiça da Itália confirmar condenação por estupro na segunda instância.

Por fim, o MEC (Ministério da Educação) definiu o retorno das aulas presenciais nas universidades federais para o dia 1º de março.

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