Vacinas contra Covid: Anvisa aprova importação e uso da Sputnik V e Covaxin

Vinicius Cordeiro

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A Anvisa aprovou, com 4 votos favoráveis e 1 contra, a importação e uso de duas vacinas contra Covid-19 no Brasil: Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, desenvolvida na Índia.

A votação foi marcada pela extensa discussão: foram sete horas deliberando sobre o tema. Vale lembrar que os pedidos foram aprovados excepcionalmente, com ressalvas pelo momento crítico da pandemia, e com restrições no uso das vacinas.

O diretor Alex Campos destacou o risco da nova onda de Covid no país, o que necessita maior velocidade na vacinação. Ele admitiu que faltaram dados, mas que as restrições impostas permitem o uso das vacinas com proteção à população.

A única que votou contra a aprovação foi a diretora Cristiane Jourdan, que apontou que as incertezas sobre as vacinas superam as intenções de acabar os riscos.

No fim das contas, a Sputnik V poderá ser usada em 1% da população de cada estado para o cronograma de junho:

  • Bahia – 300 mil doses.
  • Maranhão – 141 mil doses.
  • Sergipe – 46 mil doses.
  • Ceará – 183 mil doses.
  • Pernambuco – 192 mil doses.
  • Piauí – 66 mil doses.

Após o uso do quantitativo acima, a Anvisa vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados. 

Já no caso na Covaxin, o uso será restrito a 1% da população. O pedido foi do Ministério da Saúde para distribuir cerca de 20 milhões de doses. No entanto, após o uso das 4 milhões de doses autorizadas, a Agência vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina. 

Vale lembrar que a Anvisa já havia reprovado a compra dos imunizantes. A mudança agora se dá após a chegada de novos documentos, mas também foi motivada por pressão de política. Os governadores do Nordeste já têm firmado um acordo por mais de 66 milhões de doses da Sputnik.

QUEM NÃO DEVE TOMAR AS VACINAS SPUTNIK E COVAXIN

O gerente-geral da Anvisa, Gustavo Mendes, foi bem claro quanto às restrições das vacinas por causa de ‘incertezas técnicas’.

Segundo ele, alguns públicos não deve ser utilizada por:

  • Pessoas com hipersensibilidade a um dos componentes da fórmula;
  • grávidas;
  • lactantes;
  • menores de 18 anos;
  • mulheres em idade fértil que querem engravidar;
  • enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia;
  • pessoas que tenham recebido outra vacina contra Covid-19, febre, HIV, hepatite B ou C, que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores,

Além destas, também é contraindicado para pessoas que tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados até três meses antes. Pacientes que se sujeitaram a tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação, alémde terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpo também não estão na lista.

RUSSOS CELEBRAM A APROVAÇÃO DA ANVISA SOBRE A SPUTNIK NO BRASIL

O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF, fundo soberano da Federação Russa) confirmou a aprovação da Sputnik V. Com isso, o Brasil é o 67º país que aprova a vacina contra covid-19.

“A decisão da Anvisa de aprovar o uso da vacina Sputnik V em diversos estados brasileiros abrirá o acesso a um dos melhores medicamentos contra o coronavírus do mundo. Todos os documentos necessários foram inicialmente fornecidos à Anvisa, e posteriormente nenhuma das questões levantadas pelo regulador ficou sem resposta após a decisão de adiar a aprovação da ‘Sputnik V’. Estamos prontos para mais cooperação com parceiros no país para salvar vidas e superar a pandemia”, diz o CEO do Fundo de Investimento Direto Russo, Kirill Dmitriev.

Além disso, os russos ainda celebram alguns fatos sobre a vacina como a eficácia de 97,6%, sem criar alergias ou efeitos colaterais graves e o custo abaixo de US$ 10 por dose.

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