Varíola dos macacos: Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência

Medida visa permitir acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvem pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas.

Rafael Nascimento - 28 de julho de 2022, 11:01

Foto: Divulgação/Opas
Foto: Divulgação/Opas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu criar um Comitê Técnico da Emergência para a varíola dos macacos. A medida, anunciada na noite desta quarta-feira (24) visa que áreas técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de farmacovigilância e de terapias avançadas atuem em processo colaborativo.

Conforme a Agência, a atuação do Comitê permitirá ações coordenadas e rápidas contra o vírus Monkeypox, reunindo as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, e permitindo ainda acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvem pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas.

"A equipe técnica atuará com orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde pública. O objetivo dessas orientações para desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários para permitir a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações", explicou a Anvisa.

O Brasil já registra 813 casos confirmados de varíola dos macacos, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 33% em comparação com a última sexta-feira (22), quando havia 607 diagnósticos confirmados em todo o país.

A situação do país acende um alerta. A líder técnica para varíola dos macacos da OMS (Organização Mundial da Saúde), Rosamund Lewis, disse na última terça-feira (26) que "a situação do Brasil [para a doença] é preocupante".

Desde o início do recente surto da varíola, a Anvisa tem acompanhado a situação, inclusive com orientação de ações na área de portos, aeroportos e fronteira, emissão de notas técnicas para orientar os serviços de saúde e a doação de sangue.