As pessoas estão desesperadas, diz brasileira sobre furacão Matthew

O furacão Matthew deve atingir nesta quinta-feira (6) a costa dos Estados Unidos, depois de causar estragos e provocar a..

Redação - 06 de outubro de 2016, 10:36

O furacão Matthew deve atingir nesta quinta-feira (6) a costa dos Estados Unidos, depois de causar estragos e provocar a morte de 16 pessoas no Caribe.

Por causa disso, cerca de 2 milhões de pessoas que moram no litoral dos estados da Flórida, da Carolina do Sul e da Geórgia estão se deslocando para o interior do país. Esse é o maior êxodo provocado por desastres naturais registrado nos Estados Unidos em um período de dez anos.

Os estados da Flórida, da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do Norte decretaram estado de emergência. O deslocamento está sendo orientado pelas autoridades norte-americanas como forma de “proteger vidas humanas” e reduzir prejuízos materiais.

> Dois milhões de pessoas deixam o litoral dos EUA para fugir do furacão Matthew

A paranaense Aline Andrade, que mora atualmente em Miami, na Flórida, comentou a passagem do furacão. Segundo ela, muitas pessoas estão preocupadas com a passagem do furacão e as prateleiras dos supermercados já estão vazias. "As pessoas costumam comprar muita comida não-perecível, muita água, pilhas e baterias. As pessoas estão desesperadas", diz.

Autoridades estimam que a força dos ventos do Matthew poderá chegar à velocidade de 250 quilômetros por hora. A evacuação das pessoas está sendo feita com mais intensidade na Geórgia, na Flórida e na Carolina do Sul, locais que serão atingidos de maneira mais drástica pelo furacão.

Numa preparação para a chegada do furacão aos Estados Unidos, o serviço norte-americano de meteorologia alertou a população para a possibilidade de “perdas de vida” e “imenso sofrimento humano” para quem não tomar as medidas de precaução sugeridas pelas autoridades. O serviço de meteorologia também fez um alerta para o risco de danos em residências e em prédios públicos e informou que alguns locais a serem atingidos pelo furacão poderão ficar “inabitáveis por semanas”.

Estragos no Caribe

No Caribe, o furacão deixou destruição, principalmente Cuba, o Haiti, a República Dominicana e Bahamas, as autoridades desses países ainda tentam restaurar serviços públicos interrompidos pela passagem do furacão.

No Caribe, também houve deslocamento de pessoas. Segundo a ONU, foram evacuadas mais de 377 mil pessoas só em Cuba.

Não houve deslocamentos no Haiti porque, devido à pobreza do país, as pessoas não têm para onde ir. Por isso, cerca de 350 mil haitianos estão necessitando de assistência imediata. Eles precisam de abrigo, de medicamentos, alimentos e água, conforme informou a Organização das Nações Unidas (ONU). Os hospitais do Haiti estão lotados e não há mais como receber novos pacientes.