Asteroide vai passar raspando na atmosfera da terra em outubro

Jordana Martinez


O asteroide 2012 TC4 passará a 43 mil km de distância da superfície da Terra no próximo dia 12. O alerta foi dado pelo site Apollo11, especializado em astronomia.

A rocha, com cerca de 11 mil toneladas, completa uma volta ao redor do Sol a cada 532 dias e no momento da máxima aproximação passará pela Terra a uma velocidade relativa de 7.65 km/s ou 27540 km/h, segundo a Nasa.

Segundo os pesquisadores, caso se chocasse contra a Terra, liberaria a mesma energia contida em 64 mil toneladas equivalentes de TNT (unidade de medida para explosões).

Potencialmente Perigoso

O termo classificatório de Potencialmente Perigoso é dado devido ao objeto cruzar a orbita da Terra.

Mas segundo o astrônomo José Manoel Luís da Silva, diretor do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, a chance do asteroide atingir a superfície da terra é remota.

“Em tese poderia apresentar perigo. Mas hoje é difícil porque todos os objetos que penetram na atmosfera da terra são desintegrados”, afirmou.

O professor lembrou do asteroide que atingiu a Russia em 1908, que deixou quase mil pessoas feridas, atingiu 1.200 quilômetros quadrados de floresta e os tremores puderam ser sentidos até na Inglaterra. Mas explicou que o sistema solar está bastante estável e um evento como esse é extremamente raro.

“Tudo depende do tamanho, da velocidade e do ângulo de entrada. Os menores asteroides são potencialmente os mais perigosos porque já há instrumentação para detectar os maiores com bastante antecedência. Nessa situação o homem já teria inclusive recursos para lançar uma bomba atômica e evitar uma possível tragédia”, disse.

O alerta da proximidade do asteroide ganhou força com as últimas teorias do apocalipse que ganharam a internet nos últimos dias, por conta do alinhamento dos planetas e da suposta chegada do planeta “Nibiru”.

Para o professor, tudo não passa de “mais uma dessas boas histórias mentirosas da internet”.

“O Nibiru é um astro que ninguém viu. Não há qualquer prova de que ele exista. O alinhamento dos planetas é algo bastante comum; acontece umas duas dúzias de vezes por ano. São as conjunções planetárias, às vezes com mais ou menos planetas. Daqui da terra eles parecem estar próximos, mas não vai haver nenhum apocalipse e os planetinhas vão continuar rodopiando em torno do sol”, diverte-se o professor.

 

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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