Ataque a tiros em escola no Texas mata ao menos 14 crianças e um professor

Nesta segunda (23), relatório divulgado pelo FBI mostrou que o número de incidentes provocados por atiradores dobrou nos Estados Unidos nos últimos três anos.

Folhapress - 24 de maio de 2022, 19:11

Reprodução/CBS
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Um ataque a tiros em uma escola de Uvalde, no Texas, deixou ao menos 14 crianças mortas e um professor, além de vários feridos na tarde desta terça-feira (24). A informação foi confirmada pelo governador do Texas.

O atirador foi preso, mas a polícia não deu mais informações sobre a identidade dele ou as possíveis motivações do caso.

Além das crianças, um homem de 45 anos também foi hospitalizado, de acordo com a rede ABC News.

O prefeito de Uvalde, ainda que não tenha confirmado as mortes, disse à emissora em uma mensagem de texto que "a situação é muito ruim". A prefeitura tentava contato com as famílias das vítimas antes de passar mais informações à imprensa.

Uvalde, de 16 mil habitantes, fica a cerca de 135 quilômetros de San Antonio. A escola Robb, que segundo a imprensa americana tem pouco menos de 600 alunos matriculados, cancelou as atividades da tarde desta terça.

O caso volta a levantar o debate sobre o acesso facilitado a armas no país e sobre a segurança das escolas, especialmente depois de 2021 ter sido o ano com mais tiroteios em colégios americanos, segundo levantamento do jornal Education Week, ao menos desde 2018, quando o veículo começou a monitorar o assunto.

Foram 28 episódios com ao menos uma pessoa morta ou ferida contra dez em 2020, quando as escolas estavam fechadas devido à Covid, e 24 em 2019 e em 2018, de acordo com esse levantamento.

O caso recente de maior repercussão se deu em dezembro, em uma escola de Oxford, cidade próxima a Detroit, em Michigan. ​Quatro estudantes, com idades entre 14 e 17 anos, morreram e outros seis ficaram feridos, além de um professor.

O autor, um jovem de 15 anos, foi acusado de homicídio e ato terrorista e poderá passar o resto da vida na prisão, pois é processado como se fosse maior de idade.

Nesta segunda (23), relatório divulgado pelo FBI, a polícia federal americana, mostrou que o número de incidentes provocados por atiradores dobrou nos Estados Unidos nos últimos três anos.

O documento registra que, em 2018, foram contabilizadas 30 ações perpetradas por um ou mais indivíduos com a intenção de matar em áreas populosas. Em 2021, esse número chegou a 61.

A velocidade de crescimento dos episódios também subiu. Em 2019, a cifra se manteve estável em relação ao ano anterior, em 30 casos -em 2017, foram 31-, mas subiu para 40 em 2020, aumento de 33%. Na sequência, houve um salto de 52,5% nos registros em 2021, de acordo com o relatório do FBI.

Há dez dias, um ataque a tiros feito por um homem de 18 anos matou dez pessoas negras na cidade de Buffalo, no estado de Nova York. Payton Gendron abriu fogo contra clientes de um supermercado, numa ação transmitida ao vivo pela internet, ambiente no qual também publicou um manifesto para justificar o ataque, baseado em teorias racistas, como a de que os negros estariam tomando o lugar dos brancos na sociedade.