Atividade física pode reduzir índices de AVC e infarto em mulheres

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no mês de março, aponta um aumento de ..

Francielly Azevedo - 25 de março de 2017, 16:02

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no mês de março, aponta um aumento de casos de AVC e infarto do miocárdio, com sequelas sérias, em mulheres. O estudo indica que as causas são conhecidas, mas desvalorizadas pelas vítimas.

Mudanças na rotina também podem ajudar, como uma dieta com pouco sal, alimentação balanceada, correção do sobrepeso e exercícios regulares. O levantamento mostra, que simples hábitos como a prática de exercícios físicos podem fazer a diferença no combate as doenças do coração.

A professora de uma academia em Curitiba, Rosângela Gomes, explica que quando o assunto é atividade física o corpo da mulher e do homem reagem de maneiras diferentes. Por isso é necessária atenção. “Devido ao local de maior acúmulo de massa livre de gordura, os homens tendem a desenvolver mais força em membros superiores e as mulheres em membros inferiores”, exemplifica.

 

Confira dicas para garantir uma boa prática de exercícios físicos:

  • Estabeleça metas

Ao começar um programa de atividade física dentro da academia, é importante estabelecer objetivos a serem alcançados, para que se possa criar uma rotina mais organizada e manter regularidade nos treinos, considerada um fator importantíssimo para atingir os resultados. “Também sugiro que a aluna liste as atividades que mais lhe agradam e o profissional de educação física ajuda a organizar de maneira estruturada quanto ao tipo e intensidade. E é claro, sempre indicamos aliar tudo isso a uma alimentação saudável, com orientação de um nutricionista”, comenta a professora. 

 

  • Dê uma chance para a musculação

Boa parte do público feminino ainda tem uma rejeição quanto à prática da musculação. Mas os exercícios realizados com equipamentos e pesos trazem benefícios como o aumento da densidade mineral óssea, a diminuição do percentual de gordura, o aumento da massa magra e a diminuição da frequência cardíaca em repouso. Quando se fala em "pesos", vem logo a imagem de halteres e anilhas cada vez maiores, porém o que determina a intensidade dos exercícios não é somente a carga externa, como os pesos levantados. Deve-se considerar o número de séries e repetições, a quantidade e o tipo dos exercícios e o método utilizado.

  • Inclua o exercício aeróbico no treino

O exercício aeróbico não pode ser descartado. Além de seus benefícios de condicionamento físico, ele proporciona uma sensação de bem-estar. A dica é somente enquadrar de maneira inteligente este tipo de atividade no treino, atendendo à necessidade individual de cada mulher. “Assim como a musculação, há diversas maneiras de se praticar um aeróbico eficiente, com variações de intensidade”, explica Rosângela. Para quem está iniciando, é interessante o treino em formato de circuito, porque ele é mais dinâmico, mas quanto a exercícios mais indicados, quantidade, intensidade e métodos de treino, tudo depende das características individuais, histórico, idade, condições físicas, etc.

 

  • Ciclo menstrual não é desculpa

O desempenho da mulher durante a prática de exercícios pode reagir de maneiras diferentes durante os períodos do ciclo menstrual, devido às alterações hormonais que ocorrem no corpo. Na fase menstrual por exemplo, há uma queda na resistência, na força e na velocidade; podendo inclusive gerar irritabilidade emocional. Já no período pós menstrual, acontece o oposto com relação à velocidade e à resistência e é a fase em que a aluna está mais disposta. Na fase ovulatória, pode ocorrer a queda da força e também da coordenação; por fim, pós ovulatória, os níveis de força, resistência e velocidade podem ter uma resposta maior aos estímulos, melhorando o desempenho. Segundo a profissional, durante a temida TPM, o exercício ameniza os sintomas devido à liberação de hormônios como endorfina e adrenalina, que trazem a sensação de bem-estar, ideal para tranquilizar esse período que pode ser conturbado para algumas mulheres.

 

  • Tome cuidado com seu corpo

O corpo feminino apresenta uma estrutura anatômica diferente do masculino, necessitando de uma atenção maior em determinados movimentos e articulações de acordo com as curvaturas fisiológicas e possíveis limitações individuais. É interessante tomar cuidado com joelhos, considerando o padrão de movimento, o nível de aptidão física e funcional e a capacidade de realizar determinadas tarefas. “Em estudos que comparam os níveis de lesões entre homens e mulheres, elas apresentam maior incidência nos joelhos ao praticar pliometria, que reúne exercícios de saltos e lançamentos”, ressalta a professora. Isso não significa que mulheres não podem praticar esse tipo de atividade, mas devem respeitar as adaptações e progressões do exercício, sem pular etapas, levando a um melhor desempenho e diminuindo o risco de lesões em geral.