Atletas amadores ou profissionais precisam de avaliação para evitar lesões

Redação e Assessoria


Dia 21 de dezembro é o Dia do Atleta. Uma boa oportunidade para abordar as lesões, tanto em amadores como em profissionais, afinal, nesta época do ano também é comum o aumento da prática esportiva.

Segundo o Dr. Márcio Hiroaki Kume, ortopedista do Hospital São Vicente com especialidade em Traumatologia Esportiva e Cirurgia Artroscópica, as lesões esportivas mais comuns pode ser por overtraining – um excesso de treinamento – ou por erro de execução da técnica da modalidade específica ou ambas as causas em conjunto.

“O que acontece geralmente é a falta de substrato ou preparo muscular para prática de alguma atividade física específica. Por exemplo, as pessoas acham natural correr na rua, mas esquecem que isto é uma modalidade esportiva que como outra qualquer necessita de técnica e treinamento. Acordam um dia e resolvem pegar o tênis usado e começar a correr, mas não entendem que existem fatores extrínsecos como tipos de terreno e de calçado que influenciam diretamente na prática da corrida. Além disso, há os fatores intrínsecos como padrão muscular, técnica e treinamento que influenciam na gênese de possíveis lesões osteomusculoarticulares”, explica.

Sobre as lesões, é importante um diagnóstico precoce bem feito por ortopedista, avaliando se elas são de origem traumática (direta – por uma pancada, por exemplo ou indireta – torção ou entorse) ou degenerativa. Dessa forma, é possível iniciar o tratamento. Mas o mais importante é a prevenção. “Esta pode ser feita por treinamentos musculares específicos, conhecimento do mecanismo de trauma e uso de equipamentos adequados. Isso tudo pode ser feito com um educador físico ou professor experiente que treine e oriente na modalidade esportiva que o atleta tenha interesse em se desenvolver ou aprimorar”, orienta o ortopedista.

Investir em treinamento muscular e prevenção das lesões esportivas é de fundamental importância para qualquer pessoa ativa hoje independentemente da idade. “Além de uma criança dentro de nós, tenha certeza que temos também um espírito de atleta em cada um de nós”, lembra Dr. Márcio Hiroaki Kume. Segundo ele, a avaliação do atleta pelo médico ortopedista abrange desde a marcha do paciente e o tipo de pisada, além da avaliação física pertinente a cada queixa de dor ou histórico de lesão no esporte. “Hoje com o avanço da medicina diagnóstica com exames específicos como a ressonância nuclear magnética podemos identificar lesões articulares e musculares com maior precisão”, complementa.

Em relação ao tratamento de lesões articulares hoje há técnicas minimamente invasivas como artroscopia, ou seja, cirurgias por pequenas incisões na pele e subcutâneo que possibilitam tratamento das mais diferentes lesões estruturais com o mínimo de lesão de partes moles como músculos e cápsula articular com o máximo de resultado possível. Na área de lesões cartilaginosas, sejam elas traumáticas ou degenerativas, é possível estimular o crescimento de nova cartilagem ou até mesmo realizar transferência de cartilagem ou implante de cartilagem sintética em casos específicos.

Existem medicamentos como ácidos hialurônicos que são injetados dentro da articulação ou, em alguns casos, em áreas ao redor de tendões para estimular a cicatrização tecidual ou melhorar a lubrificação e viscosidade articular. “Na parte de medicamentos também podemos prevenir ou tratar degenerações na coluna vertebral ou articulações diartrodiais, ou seja, que tenham líquido sinovial para podermos melhorar a qualidade da cartilagem, melhorando o nível da qualidade de vida ou da atividade esportiva do atleta”, exemplifica.

A ênfase no aspecto individual de cada atleta, abordando tanto sua herança genética e aptidão física, como avaliação da atividade esportiva e preparo muscular são de extrema importância para o sucesso da prática.

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