Banco biométrico já localizou três desaparecidos no Paraná

Em funcionamento desde janeiro deste ano, Cadê (Cadastro Biométrico de Desaparecidos), já ajudou a localizar três pessoa..

Julie Gelenski - 03 de março de 2017, 11:39

Em funcionamento desde janeiro deste ano, Cadê (Cadastro Biométrico de Desaparecidos), já ajudou a localizar três pessoas no Paraná. A nova ferramenta, em uso pelo Instituto de Identificação do Paraná, foi desenvolvida pela Polícia Federal e armazena mais de 17 milhões de impressões digitais.  O uso do programa faz parte de um acordo de cooperação técnica com o Departamento da Polícia Federal.

“O sistema que antes ajudava a solucionar crimes, agora, com essa parceria, vai auxiliar a encontrar pessoas desaparecidas. O Paraná é um dos primeiros estados brasileiros a contribuir com este banco de dados, além de Sergipe, Goiás e Minas Gerais”, explicou a papiloscopista chefe da Subdivisão de Operações de Perícias do Instituto de Identificação do Paraná, Milene Graciotto.

Neste banco também poderão ser incluídas as impressões digitais de pessoas que constam na difusão amarela (desaparecidos) e negra (cadáveres) da Interpol, auxiliando investigações internacionais.

O sistema vai procurar detalhadamente a biometria da pessoa desaparecida. Para isso, basta que o cidadão possua cadastro biométrico. O cadastro é feito na Polícia Civil, para a confecção do documento de identidade, e na Polícia Federal, para a emissão do passaporte. Há ainda diversos outros registros biométricos, como no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) para a Carteira Nacional de Habilitação.

A equipe de papiloscopistas poderá acrescentar ainda outras biometrias dentro do programa, como de pessoas com passagens criminais e dos fragmentos de locais de crime. “Isso fará com que o sistema fique cada vez mais atualizado em todo País, além de possibilitar a troca de informações entre as instituições”, ressaltou Milene.

“O sistema leva em torno de 20 minutos para fazer uma busca completa e encontrar uma impressão semelhante à procurada. Após essa etapa, o trabalho é feito manualmente até que a suspeita seja confirmada”, explica a papiloscopista.

Cabe à Divisão de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP) investigar os casos de desaparecimento e dar apoio às delegacias de Polícia Civil. Além disso, é possível ajudar através da Delegacia Eletrônica (www.desaparecidos.pr.gov.br/desaparecidos). É muito importante que os familiares comuniquem a Polícia Civil quando a pessoa desaparecida é encontrada ou retorna para casa.