Beto e Fernanda Richa prestam depoimento nesta quinta-feira

Lucian Pichetti - CBN Curitiba e Redação


O ex-governador Beto Richa e a mulher Fernanda devem prestar depoimento nesta quinta-feira (13), no Gaeco, grupo especial do Ministério Público do Paraná.

Ontem (12), eles receberam a visita da presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal aqui do Paraná, a advogada Isabel Mendes, que também integra a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil.

Isabel vistoriou na terça (11) e na quarta-feira (12) os aposentos onde os dois estão presos, no Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba.

De acordo com Isabel, Beto e Fernanda estão em alojamentos militares separados. “É um quarto destinado aos policiais. É um alojamento. O beto está em um lugar pequeno, com beliche, limpo e adequado”.

Segundo Isabel, a única mordomia que o casal tem à disposição nos alojamentos são banheiros nos quartos.

A presidente do Conselho da Comunidade disse não saber se Beto e Fernanda fazem as refeições juntos no local. Com relação a transferência do casal do Complexo Médico Penal, em Pinhais, para o Regimento da Polícia Montada, Isabel garante que foi em conformidade com a lei. “Nós temos uma lei que fala que as pessoas com curso superior têm que ter um lugar digno. O sistema não tem condições de manter um ex-governador em uma cela comum”, avalia.

(Crédito: Willian Bittar)

Isabel descreve como estavam os ânimos do casal Richa no dia da prisão. “No primeiro dia, eles estavam muito nervoso. No segundo dia, ontem (12), estavam mais ‘calmos’, diferentes do dia anterior”.

Na noite de terça, o irmão de Beto e ex-secretário estadual, Pepe Richa, também foi transferido para a unidade da PM.

HABEAS CORPUS NEGADO

O desembargador Laertes Ferreira Gomes, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou, no início da noite desta quarta-feira (12), o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa, e da esposa dele, ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa. A defesa do casal agora pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo segue sob sigilo.

“Há estrita necessidade de manutenção da segregação temporária dos investigados, até mesmo diante da gravidade dos atos praticados, e da necessidade de se manter a credibilidade da justiça, que não pode tratar de modo simplório uma situação de extrema gravidade e ignorar um risco concreto de insucesso das investigações caso os investigados sejam beneficiados com a liberdade”, diz a decisão.

O pedido de soltura tinha sido feito na tarde desta terça-feira (11), data em que os dois foram presos. Beto e Fernanda tinham sido levados inicialmente para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, onde ficam os presos da Operação Lava Jato. Mas, após uma decisão do mesmo desembargador, foram transferidos para o Regimento Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba, onde permanecem desde a noite desta terça-feira. A prisão é temporária e tem validade de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.

INVESTIGAÇÃO

Beto Richa, sua esposa, Fernanda Richa, seu irmão, José Richa Filho, e outras 12 pessoas foram presos nesta terça-feira (11). As prisões foram efetuadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Richa foi levado para a sede do grupo ainda durante a manhã.

A prisão foi em decorrência da Operação Rádio Patrulha, que investiga o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="553267" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]