Beto Freitas foi asfixiado por 4 minutos diante de 15 testemunhas em Carrefour do RS

Matheus Moreira - Folhapress

homem negro, espancado, carrefour, racismo, delegada, porto alegre, hamilton mourão, jair bolsonaro, dia da consciência negra

Imagens obtidas pela Folha de S.Paulo revelam que Beto Freitas, 40, foi asfixiado por quase quatro minutos após ser espancado por pelo menos dois minutos por seguranças do Carrefour em Porto Alegre na última quinta (19). O vídeo mostra, ainda, que Freitas agrediu um dos vigilantes.

Devido à qualidade do vídeo não é possível ver com clareza se um dos seguranças, Giovane Gaspar, disse algo que teria desencadeado a primeira agressão. A gravação mostra que, antes de agredir Giovane, Freitas para por um segundo e olha para o vigia.

Além dos dois seguranças, é possível ver uma fiscal do hipermercado filmando e observando o espancamento sem interferir na agressão.

Um homem tenta ajudar Beto Freitas mas é afastado pela fiscal enquanto outros dois seguranças de terno se aproximam.

Durante as agressões, diversas pessoas passaram pelo local e não intervieram. Beto Freitas se mexe pela última vez aos 20:47:17 do vídeo. Neste momento, em volta, há pelo menos 17 pessoas no local, incluindo os dois seguranças que sufocaram Freitas e a fiscal.

Beto Freitas foi velado e sepultado neste sábado (20) no cemitério São João, em Porto Alegre, sob pedidos de justiça e fim do racismo.

Ao homem que filma o sufocamento de Beto Freitas a fiscal diz: “não faz isso [filmar] que eu vou te queimar na loja”. A funcionária afirma, então, que Freitas “deu em uma mulher lá em cima”.

Ao ser questionada sobre por que os funcionários o agrediram com tanta brutalidade e sobre o motivo de estarem sobre ele, ela diz: “Se você conseguir acalmar ele, eu tiro todo mundo de cima dele [Beto Freitas]”.

Previous ArticleNext Article