Brasileiros estão comprando menos produtos piratas

Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ) e Instituto Ipsos mostra q..

Mariana Ohde - 04 de dezembro de 2016, 07:20

Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ) e Instituto Ipsos mostra que houve queda na compra de produtos pirateados no Brasil.

De acordo com o levantamento, realizado entre 30 de julho e 9 de agosto com 1.200 entrevistados de todo o país, três em cada dez brasileiros (30%) declararam consumir produtos piratas.

Em pesquisa semelhante, realizada em 2011, cinco em cada dez brasileiros (50%) admitiram comprar produtos piratas.

O resultado de 2016 está abaixo também da média histórica de 40%.

Motivos da queda

Entre as explicações para a queda estão o avanço da tecnologia e novos hábitos do consumidor.

No caso de CDs e DVDs, a explicação está ligada ao fato de o brasileiro estar consumindo mais música, séries, filmes, games (jogos) na TV por assinatura, além da disseminação desses conteúdos na internet.

Embora DVDs e CDs ainda liderem o ranking de produtos pirateados, com 62% e 56% respectivamente, a parcela de brasileiros que consomem estes produtos diminuiu muito. No caso específico de CDs, houve redução significativa na aquisição, comparado a 2011. Caiu de 81% para 56%. “As pessoas pagam relativamente menos por esses produtos e não têm necessidade de consumir produtos físicos. Esse é um dado positivo da formalização”, explica o gerente de Economia da Fecomércio/RJ, Christian Travassos.

Diversificação

Por estes motivos, o foco dos falsificadores tem mudado para calçados, bolsas, brinquedos e roupas. Entre os itens piratas mais consumidos estão roupas (14%), calçados e bolsas (10%) e brinquedos (10%).

Motivos que levam à compra

Entre os brasileiros que informaram preferir produtos falsos, a justificativa para a compra é o preço, apontada por 96% dos consumidores.

Entre os 30% que compraram algum produto pirata este ano, mais de um terço manifestou arrependimento com a compra: 92% apontaram a baixa qualidade do produto e 16% se queixaram da falta de garantia.

Entre os que informaram comprar produtos piratas, 38% estão na Região Norte, seguida pelas regiões Centro-Oeste (37%), Sul e Sudeste (32%, cada) e Nordeste (28%).

Christian Travassos atribuiu o maior percentual de consumidores de produtos pirateados no Norte e Cenro-Oeste à existência de fronteiras “mais permeáveis”, de difícil fiscalização, e também ao menor acesso à internet ou a TVs por assinatura.