Brasileiros que moram em Gênova, na Itália, relatam momentos de angústia após queda de ponte

Redação e BandNews FM Curitiba


Enquanto as autoridades italianas fazem buscas por vítimas nos escombros da Ponte Morandi, em Gênova, famílias inteiras aqui no Brasil vivem momentos de tensão por causa dos parentes que moram na Europa.

Ao menos 39 mortes já estão confirmadas e esse número ainda pode subir. No local, o que as equipes de socorro dizem é que as chances de encontrar mais alguém com vida diminuem a cada hora, e o pavor toma conta da cidade.

“A chuva impediu que fosse uma tragédia ainda maior porque é um viaduto que se faz filas de carros para ir às praias. Se fosse um dia que não tivesse chovido, a tragédia seria ainda maior. Ontem era o tempo todo de ambulâncias, trens atrasados e ficamos sem saber das proporções do acidente”, diz Milka Regina Aguiar, uma paulista que mora no país europeu e tem uma churrascaria nas imediações da estrutura.

A Morandi é uma ponte estaiada que passa sobre a estrada A10, tem mais de um quilômetro de extensão e 45 metros de altura em relação ao no nível do solo. Ao todo, três pilares se erguem a 90 metros do chão sustentam a estrutura. O trecho que ruiu tinha 215 metros de uma ponta a outra e ficava bem perto de uma grande área residencial.

“Ela foi construída em 1969 e foi construída com um limite de peso que ela poderia suportar. Faz 15 anos que ela está em reforma. Os noticiarios aqui dizem que foi criminoso, devido à irresponsabilidade”, diz.

O marido de Milka também é brasileiro. Fernando Bonafe é natural de Quilombo, em Santa Catarina, mas a mãe dele mora em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Ele conta que ainda não sabe se perdeu algum amigo na tragédia.

“Quando eu estava saindo do restaurante para fazer compras, eu vi a notícia do desastre. Esse é um período que todo mundo está de férias e muita gente vai para as praias e você nao consegue saber para onde foi”, conta Bonafe.

Além dos mortos, há pelo menos 15 pessoas feridas, de acordo com o chefe de Proteção Civil de Gênova. A principal hipótese levantada pelas autoridades é justamente a de que a tragédia tenha sido provocada pelo excesso de peso dos veículos.

Entre as equipes que atuam na cidade estão bombeiros, voluntários e equipes de unidades caninas das forças de segurança.

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