Bruno Covas, morto há um ano, dá nome a centro oncológico em SP

'Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas' fica no Hospital Municipal Vila Santa Catarina, na capital paulista.

Redação - 16 de maio de 2022, 16:26

(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)

Nesta segunda-feira (16), é completado um ano da morte do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Na data, foi inaugurado o 'Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas', que fica no Hospital Municipal Vila Santa Catarina, na capital paulista.

O centro oncológico tem o objetivo de atender 300 novos casos por mês, totalizando 10 mil atendimentos, além de realizar oito mil exames de imagem e 450 cirurgias mensais.

O local conta com 23 consultórios, 115 leitos de internação clínica e cirurgia oncológica e 40 leitos para UTI.

O Hospital Albert Einstein, onde Bruno Covas fez tratamento contra o câncer, doou um robô que vale R$ 7 milhões para a realização de operações oncológicas e batriátricas.

Na cerimônia, estiveram presentes o atual prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB); e familiares de Bruno Covas, como o irmão e o tio. O filho, Tomás Covas, de 16 anos, participou da solenidade de maneira remota.

"Hoje é um dia difícil, mas não tenho dúvidas de que meu pai está orgulhoso, pois o principal objetivo da sua gestão era a saúde", disse Tomás.

BRUNO COVAS E O TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

Em outubro de 2019, já como prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas foi diagnosticado com um tumor na cárdia, região do sistema digestório que fica entre o esôfago e o estômago.

Covas estava com uma trombose na perna direita, seguida de embolia pulmonar. Durante a realização de exames, foi localizado o câncer, que já estava com metástases no fígado e nos linfonodos

Após oito sessões de quimioterapia, o tumor regrediu, mas não havia sido eliminado, o que causou um novo tratamento, agora com imunoterapia. Em 2020, Bruno Covas foi eleito para um novo mandato como prefeito de São Paulo e participou da campanha normalmente, com algumas restrições devido à pandemia

Em janeiro de 2021, o então prefeito se licenciou por 10 dias para fazer 24 sessões de radioterapia. Em abril, foram detectados outros tumores nos ossos e no fígado. Já em maio, pediu um novo afastamento, desta vez por um mês, para mais um tratamento. Ele chegou a ser intubado após sangramento na região da cárdia, que foi controlado horas depois.

Permaneceu internado no Hospital Sírio-Libanês até o dia 16 de maio de 2021, quando morreu no início daquela manhã.