Casa de ex-governador é alvo de 2ª fase da Operação Lama Asfáltica

Narley Resende


Em conjunto com a Controladoria Geral da União e a Receita Federal, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a segunda fase da Operação Lama Asfáltica. A primeira etapa foi realizada em julho de 2015. Nesta nova fase, a ação foi batizada de Fazendas de Lama e cumpre mandado no apartamento do ex-governador André Puccinelli (PMDB), em Campo Grande.

Ao todo, serão 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados, em Campo Grande, Rio Negro, Curitiba (PR), Maringá (PR) Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP).

Na primeira fase, 40 pessoas foram denunciadas e R$ 84 milhões em bens bloqueados. Na lista de obras investigadas estão o Aquário do Pantanal e as rodovias MS-171, MS-228 e MS-187. Além disso, servidores estaduais e municipais também foram alvos da investigação. As obras investigadas na operação foram executadas na administração de André Puccinelli (PMDB).

Segundo a assessoria do ex-governador, na época, “todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação vigente e aplicável ao caso” e “os pagamentos efetuados foram feitos após verificação dos fiscais de cada uma das obras”.

Segunda fase

Segundo a polícia, o nome Fazendas de Lama é referente à aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Nesta fase, após a análise dos materiais apreendidos na primeira operação Lama Asfáltica, novas fiscalizações realizadas pela CGU (Controladoria-Geral da União) e relatórios da Receita Federal, foram encontrados indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

Durante a primeira fase da operação, cujas investigações iniciaram-se em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

Operação Fazendas de Lama

A operação investiga organização criminosa especializada em desviar recursos públicos federais através de obras de pavimentação de rodovias, construção e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

Cerca de 200 policiais federais, com apoio de 28 auditores da CGU e 44 da Receita Federal, cumprem 67 mandados judiciais, sendo 28 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 24 de sequestro de bens de investigados.

Durante a primeira fase da Operação, cujas investigações iniciaram-se em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

Nesta fase, após a análise dos materiais apreendidos novas fiscalizações realizadas pela CGU e relatórios da Receita Federal, foram verificados fortes indícios da prática de lavagem de dinheiro, decorrente, inclusive, de desvio de recursos públicos federais e corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

Os presos serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande/MS, bem como os materiais objetos das buscas e apreensões.

 

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