Comunidade LGBT de Curitiba vai fazer vigília por mortos em atentado de Orlando

Redação


Grupos LGBT e simpatizantes vão realizar uma vígila na noite desta segunda-feira (13), em Curitiba, em memória das 50 pessoas mortas no atentado à boate Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, no domingo (12). O ato está marcado para ocorrer às 19 horas, na Praça Santos Andrade, no Centro da capital. Mais de 300 pessoas já confirmaram presença no evento.

No evento de convocação no Facebook, os manifestantes são orientados a levar velas, bandeiras e cartazes. O psicólogo e ativista LGBT Cesar Fernandes, organizador do ato, afirma que a chacina poderia ter ocorrido no Brasil.

“A chacina que ocorreu nessa boate em recorte muito específico que é em relação a orientação sexual daquelas pessoas, mais uma expressão de crime de ódio. Não tem nada que nos convença que isso não poderia ter acontecido no Brasil. Vivemos um conservadorismo muito parecido com o que acontece nos Estados Unidos com fundamentalismo religioso, com expressão de ódio sendo feito de políticos com muita exposição e figuras públicas, tanto nos EUA como aqui no Brasil. Nosso país é um dos que mais assassina pessoas LGBT todos os anos”, afirmou.

Além de solidariedade às vítimas e familiares nos Estados Unidos, e outros casos de homofobia, o grupo pede que a resposta não seja devolvida em forma de islamofobia. “A culpa destas mortes não é do terrorismo do oriente, de uma religião específica, ou até de uma homossexualidade enrustida e recalcada do assassino. Existe uma cultura, assim como existe uma cultura do estupro que foi tão nítida recentemente, existe uma cultura da homofobia, que patologizam outras orientações sexuais, que acreditam no tratamento de cura gay, que são contra discussão de gênero e sexualidade nas escolas, elas também são culpadas. É muito errado combater a homofobia que a gente sofre com a islamofobia, até porque nós não podemos generalizar, não é uma religião violenta”, afirmou.

Em diversas localidades da Flórida, a população também tem feito vigílias. As autoridades norte-americanas consideram que o ataque tenha sido um atentado homofóbico, pois a boate era voltada para o público gay.

O assassino, identificado como o norte-americano Omar Mateen, de 29 anos, entrou na boate com um rifle AR-15 e uma arma de pequeno porte. Ele abriu fogo contra cerca de 300 pessoas.

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