Confira cinco dicas para ir bem no vestibular da UFPR

Redação e Assessoria


Como fazer uma boa redação? Qual linha de raciocínio devo seguir? Quais serão os temas?  Perguntas frequentes feitas na véspera da segunda e decisiva fase da Universidade Federal do Paraná (UFPR) despertam a curiosidade dos mais de 12 mil alunos que disputam 5.421 vagas no vestibular mais concorrido do estado.

Para aliviar a tensão e auxiliar na busca por uma vaga no ensino superior público, a professora Bruna Pigatto, da Escola SEB Dom Bosco, deu uma série de dicas sobre o que esperar da prova que será realizada neste domingo (25).

– Características da redação

As características dessa prova são bem específicas e divergem bastante de outros concursos, bem como o ENEM. O aluno deve produzir três redações de até 15 linhas, com gêneros textuais e temas diferentes.

Conforme o histórico das edições anteriores, são comuns as redações em que o aluno necessariamente deve fazer referência aos textos da coletânea. No último ano, a UFPR cobrou um resumo (gênero cobrado há mais de 10 anos), um texto informativo e outro opinativo. É uma prova que avalia várias habilidades e competências no que diz respeito à compreensão e interpretação textual e à comunicação.

–  Atenção redobrada aos enunciados


O diferencial da prova da UFPR é o atendimento aos comandos. As questões são muito bem elaboradas e o desafio é produzir um texto que contemple todos os detalhes do enunciado. Em uma mesma questão, por exemplo, o aluno deve fazer a descrição e a interpretação de uma charge, ou tirinha, compreender a temática, posicionar-se e justificar esse posicionamento: tudo isso em 15 linhas.

– Possíveis temas


O que se tem percebido é que as discussões sociais vêm se repetindo. Ou seja, problemas antigos voltaram a ser discutidos atualmente. Um exemplo: em 2007 a UFPR abordou em sua prova a polêmica do uso do celular em sala de aula. A mesma temática apareceu no último final de semana na prova do Processo Seletivo Seriado da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

Mais de uma vez (em 12 anos) a UFPR trabalhou o tema do posicionamento e do idealismo político (direita e esquerda); na mais recente prova do Sistema ACAFE (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), umas das propostas de redação cobrou a mesma questão.

Aposta-se em temas políticos, questões sociais (violência, educação, desigualdade), assim como temáticas voltadas ao comportamento humano. Acreditamos em abordagens sobre o armamento da população, descriminalização das drogas e do aborto, regulamentação do uso de agrotóxicos, escola sem partido, preservação da identidade cultural do país, além de temas relacionados à tecnologia e sua influência no comportamento social, assim como registrado na prova do ENEM.

– Preparação para o vestibular


Fica nítido que os vestibulares têm cobrado dos estudantes não apenas os conteúdos do programa básico curricular, mas também questões que exigem dos jovens atenção às discussões sociais atuais. É necessário estar atualizado, posicionar-se e saber defender pontos de vista. O aluno que se destaca é aquele que traz repertório autoral, já que as redações exigem posicionamento. Para isso há apenas uma maneira de conseguir um bom resultado: muita leitura. Essa prática também contribui muito em questões em que é necessário compreender um texto e resumi-lo, ou em outras que têm como objetivo informar o leitor de forma clara e objetiva.

Acreditamos que o estudante que consiga dominar a ansiedade antes e durante a prova ganha uma grande vantagem. O vestibular é desafiador porque aprova aqueles que estiverem preparados em vários aspectos: intelectual, físico e emocional. 

APRENDIZADO NA ESCOLA

 

Além dos aspectos emocionais e das características individuais, o diretor e professor da unidade Mueller, Marcos Crozetta, relata algumas práticas da Escola SEB Dom Bosco que auxiliam na preparação para o vestibular e para as provas de redação.

“A primeira fase do vestibular é mais abrangente. Engloba todo aprendizado do calendário escolar, além dos aulões preparatórios que servem para revisar os principais conteúdos”, explica.

Já para a segunda fase, o foco da escola são cursos intensivos com aulas diárias dedicadas exclusivamente à produção de textos e às questões discursivas de disciplinas específicas, conforme o curso pretendido.  “Exploramos vários formatos de redação e abordagens inéditas para que o aluno não seja surpreendido no dia da prova. Há também uma equipe de professores que tira dúvidas individuais e corrige todos os textos”, afirma Crozetta.

Outras metodologias que complementam o preparativo para o vestibular são as práticas de análise literária, documental e projetos culturais que integram todos os níveis de ensino na Escola, desde o aprendizado infantil até o terceirão.

Previous ArticleNext Article