Coronavírus no Brasil: Mais de 3 mil casos confirmados da doença nas últimas 24 horas

Jorge de Sousa

Mais de 3 mil casos confirmados de coronavírus no Brasil nas últimas 24 horas

Os casos do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil atingiram seu maior número diário desde o início da série histórico no mês de março. Segundo o Ministério da Saúde, novas 3.058 ocorrências foram contabilizadas nesta quarta-feira (15).

Com isso, os casos totais do coronavírus no Brasil chegaram a 28.320. Já o número de óbitos passou das 200 ocorrências pelo segundo dia seguido e com isso o país registra 1.736 óbitos totais.

Pela primeira vez o Brasil bateu em número de casos diários a Itália, um dos principais epicentros do coronavírus em todo mundo. Enquanto em terras nacionais os novos casos nesta quarta-feira ficaram em 3.058, as ocorrências na Itália marcaram 2.667.

Vale registrar que o Ministério da Saúde já havia anunciado no final da última semana que devido ao feriado da Páscoa, muitos casos e óbitos confirmados ficariam represados pelas secretarias estaduais e por isso os números do início desta semana receberiam um crescimento nas notificações.

O Brasil observou sua taxa de letalidade subir para a casa de 6,7%, sendo que o único estado que ainda não registrou óbitos no país foi Tocantins.

Os óbitos por coronavírus seguem sendo registrados em sua maioria em idosos com 60 anos ou mais (73% dos casos) e com ao menos um fator de risco (73% das ocorrências), em especial a cardiopatia, que foi vista em 603 das 1.532 mortes.

MANDETTA RECUSA DEMISSÃO DE WANDERSON OLIVEIRA

Após o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, pedir demissão do cargo no início da tarde desta quarta-feira (15), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarou que rejeitou a solicitação.

“Estamos todos trabalhando, inclusive o Wanderson (Oliveira). Recebi um papel dele (carta de demissão) hoje, mas eu já mandei voltar. Ele só sai quando eu sair também”, explicou Mandetta.

Além disso, o ministro da Saúde admitiu que a relação entre sua pasta e o presidente da República, Jair Bolsonaro, não está caminhando em conjunto.

“É notório para todos que há um descompasso nos trabalhos. Mas vamos trabalhar até 100% do limite das nossas possibilidades. Precisamos de confiança para trabalhar com a ciência e com os números para que possamos possibilitar que os governadores e prefeitos trabalhem em paz e tomem as melhores decisões”, finalizou Mandetta.

Também foi anunciado pela equipe do Ministério da Saúde, que 210 novos leitos foram abertos nos estados do Piauí, São Paulo e Rio Grande do Sul. Todos as despesas para o atendimento de pacientes nesses locais serão custeadas com verba federal.

GABBARDO AFIRMA QUE IRÁ SAIR JUNTO DE MANDETTA

Em mais uma prova de união da atual equipe ministerial, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que não irá aceitar uma proposta para ocupar o cargo de Luiz Henrique Mandetta e que irá sair da pasta quando o mandatário sair.

“Eu não vou jogar minha história de quase 40 anos no Ministério da Saúde no lixo. Vou continuar a trabalhar junto de uma nova equipe, porque sei que uma paralisação pode custar muitas vidas à sociedade brasileira. Mas assim que a situação melhorar eu saio do governo”, pontuou Gabbardo.

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