Coronavírus representa risco maior para doentes crônicos, apontam dados da China

Redação

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Pessoas portadoras de doenças crônicas, como o diabetes ou hipertensão, correm um risco maior de complicações em caso de infecção pelo novo coronavírus, além de idosos (pessoas com 60 anos ou mais).

Dados do governo da China – onde a pandemia teve início – e compilados por especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que a taxa de mortalidade é de 1,4% entre as pessoas infectadas com o COVID-19 que não possuem comorbidades.

Já entre os infectados que já possuíam doença cardiovascular, por exemplo, esse índice aumentou para 13,2%. No caso dos diabéticos, o índice registrado foi de 9,2%. Em hipertensos, foi de 8,4%.

Ao todo, foram analisados cerca de 55,9 mil casos e mais de 2 mil mortes registrados na China.

CORONAVÍRUS PODE CAUSAR SUPERLOTAÇÃO DO SUS

Segundo Wagner Marques, diretor da PGS Medical, o COVID-19 pode causar superlotação no SUS, aumento nos gastos e falta de recursos significativo.

“Não tem UTI para todo mundo”, alerta.

Por isso, outra vantagem de uma gestão de atendimentos automatizada no SUS seria desafogar as unidades.

“Evitamos visitas às unidades de saúde motivadas pelas doenças crônicas, diminuímos as chances de contágio, e aumentamos a imunidade dessas pessoas, para prevenir possíveis complicações do coronavírus”, completa.

TECNOLOGIA PODE AJUDAR

Nesse cenário, uma das principais estratégias dos órgãos de saúde é evitar que as pessoas vão ao hospital. Por enquanto, a recomendação é ir apenas em postos de saúde. Contudo, os atendimentos à distância, com possibilidade de visitas domiciliares, e teleatendimentos são as melhores alternativas nesse momento.

Um exemplo é a plataforma desenvolvida pela PGS Medical, em Penedo, no Alagoas, implantada para automatizar atendimentos no sistema público de saúde. A ferramenta já registrou uma diminuição de idas às unidades de saúde de 90%. Hoje, o Ministério de Saúde confirmou que o estado já conta com quatro casos do coronavírus.

“Se você vai menos no pronto-socorro, você tem menos chances de ser infectado. Além disso, essas pessoas ficam imunologicamente fortalecidas para enfrentar uma eventual infecção”, completa Marques.

A enfermeira Mey-Ling Nunes ressalta que os cuidados com os pacientes começam na unidade de saúde, onde os profissionais já foram capacitados e as orientações do Ministério da Saúde foram adotadas.

Com isso, todos os pacientes são informados das melhores ações para evitar o contágio. “Alguns dos nossos pacientes pertencem a grupos de maior risco. Mas, com suas patologias controladas e uma boa orientação, eles podem resistir”, finaliza.

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