Covid-19: estudo brasileiro aponta que corticoide reduz gravidade da doença

Agência Brasil

O anti-inflamatório corticoide dexametasona mostrou resultados positivos em pacientes de UTI
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De acordo com um estudo feita por um grupo de hospitais e institutos de pesquisa brasileiros mostrou que o uso do anti-inflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19.

Segundo a pesquisa, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa menor risco de complicações decorrentes da permanência nas UTI, liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros.

CORTICOIDE DEXAMETASONA MOSTROU RESULTADOS POSITIVOS EM PACIENTES DE UTI DA COVID-19

Por meio de sorteio, os pacientes receberam dexametasona e suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (no grupo de controle, com 148 pacientes). O corticoide foi usada por via endovenosa na dose de 20 miligramas (mg) durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a aplicação clínica da dexametasona é frequente, principalmente pelos efeitos anti-inflamatórios. Porém, sua ação pode provocar vários efeitos colaterais, os mais comuns a elevação da glicose do sangue, aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço e, com uso prolongado, osteoporose e insuficiência suprarrenal.

De acordo com a pesquisa brasileira, não foi detectada evidência de risco maior no tratamento com corticoide em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. A droga, no entanto, só deve ser tomada por recomendação médica.

O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho e participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras.

O estudo foi publicado nesta quarta-feira (2), no periódico científico Jama (Journal of the American Medical Association), e a  pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo:

  • Hospital Israelita Albert Einstein;
  • HCor;
  • Hospital Sírio-Libanês;
  • Hospital Moinhos de Vento;
  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz;
  • Beneficência Portuguesa de São Paulo;
  • Brazilian Clinical Research Institute (BCRI);
  • Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet);

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