Vai viajar? Saiba como cuidar do seu pet

Andreza Rossini


Com informações da BandNews FM Curitiba

No período de férias e viagens, cresce o número de casos de animais abandonados por seus tutores, consequentemente aumentando o trabalho e custos de ONGs e protetores de animais. Também é um período de maior cuidado com roubos ou fugas dos animais, devido a estadias em outras cidades, passeios ou cuidados de terceiros.

“Os casos de abandono aumentam porque as pessoas acham que o cachorrinho serve para cuidar da casa durante o ano e, no final de ano, pensam ‘vou deixar comida e água e ele se vira’. Não é assim”, afirmou o coordenador da equipe de veterinária do HiperZoo e Vetsan, Adolfo D. “Também tem quem desce para a praia com o pet e acaba soltando ele lá no litoral”, alertou.

Vai viajar?

De acordo com o veterinário, o animal não pode ficar sozinho, mesmo com água e comida em abundância. “Não pode viajar e só deixar comida e água, mesmo para o peixe. Primeiro, pensando nutricionalmente, o cão e o gato precisam de alimento fresco. O produto não fica adequado se fica exposto a luz, a água precisa ser fresca e fica com saliva, resto de alimentos, se torna contaminada e acontece inevitavelmente proliferação de bactérias”, afirmou.

Além dos cuidados com a alimentação, o ambiente do animal precisa estar limpo, livre de fezes.

Cuidados no litoral

O tutor que escolhe levar o animal para uma viagem de final de ano deve ficar atento a alguns cuidados, principalmente se viagem for à praia. “Pensando no animal, é um ambiente muito mais quente do que está acostumado, precisa ter água e ambiente frescos. Os cães não perdem calor através do suor, eles perdem através da respiração e se deitando em locais frescos, se isso não acontecer podem ter insolação e hipertemia”, explicou.

Além do clima, os donos precisam prevenir possíveis doenças. “Os animais devem vacinados e desverminados antes de ir para essas localidades. No litoral do paraná, sabemos que tem o problema da leishmaniose, dirofilariose – a doença do verme do coração – e um problema zoonótico que é a verminose: quando o cão não é desverminado e defeca na areia gera um bicho geográfico dessas fezes que ataca a pele das pessoas”, alertou.

“Para prevenir são necessárias várias vacinas, principalmente de raiva, que temos casos de morcegos contaminadas. Além das doenças comuns a cães e gatos: parvovirose, gripe canina. Também é preciso o uso de coleira capaz de repelir insetos – desde os transmissores de doenças quanto os que vão para morder, sugar o sangue do animal”, afirmou.

Medo dos fogos

De acordo com Sasaki, existem várias técnicas de comportamento e medicamentosas para tranquilizar o animal. “Só recomendamos tranquilizantes em casos muito graves. Os homeopáticos são um pouco mais usados. Eles ajudam a acalmar o animal e deve começar a ser utilizado dez dias antes das queimas de fogos”.

Quem não quer optar pelos medicamentos, existe um brinquedo recomendados pelos especialistas. “Chama-se “KONG”. Com o adestramento fazemos com que o animal fique altamente entretido com esse brinquedo, o que acontece na hora dos fogos e ele nem escuta o barulho”, disse o veterinário.

Ainda de acordo com Sasaki, é possível colocar algodão nos ouvidos do animal e deixá-lo em um ambiente isolado, com rádio e TV ligados. “O pet se concentra no barulho dos aparelhos e pode nem ouvir os fogos”.

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