CUT convoca greve geral contra reforma da Previdência

Fernando Garcel


A Central Única dos Trabalhadores (CUT), com apoio de outras centrais sindicais, convocaram uma nova greve geral para 5 de dezembro. Desta vez, as categorias protestam contra a reforma da Previdência apresentada pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a reforma da Previdência piora a situação dos trabalhadores no país. “A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, declara Freitas.

Centrais marcam greve geral contra terceirização
Osmar Serraglio diz que greve geral teve pouca adesão e é um fracasso

“A nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) e que deve ser votada no dia 6 de dezembro, é mais perversa que a anterior. E, ao contrário da propaganda do governo, não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, ataca apenas a classe trabalhadora que terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum período desempregado”, diz a CUT em nota.

Paraná

O Sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná (APP Sindicato) convocou uma assembleia neste sábado. A categoria declarou apoio à greve geral contra a reforma da Previdência e também aprovou estado de greve, que permite a paralisação dos trabalhadores a qualquer momento.

Na última greve geral, em junho, 14 categorias de trabalhadores participam da manifestação no Paraná. Entre eles estavam professores da rede estadual, municipal, federais e do ensino superior privado, bancários, servidores públicos de Curitiba, servidores da Justiça Federal do Paraná, funcionários dos correios, trabalhadores da limpeza pública, servidores e técnicos de saúde, vigilantes, petroleiros, metalúrgicos e motoristas de cobradores de ônibus.

Leia também:

Previous ArticleNext Article