Delação cita fraude no transporte em Guarapuava

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou ontem a 2ª fase da Operação Riquixá, que investiga uma suposta fraude na licitação do transporte coletivo em Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná. Não houve prisões, mas 10 pessoas foram levadas a prestar depoimento.

Esta segunda fase foi aberta, especialmente, com base na delação premiada do advogado Sacha Reck. Ele confessou ter participado, como representante da empresa que venceu a concorrência – em 2009 –, de reuniões entre os empresários e a prefeitura, incluindo o procurador-geral do município, que seria parente do prefeito. O grupo, segundo a dela- ção de Reck, direcionou a licitação previamente.

A primeira fase da Riquixá já havia resultado, no iní- cio de julho do ano passado, em uma denúncia contra 10 pessoas, que são rés no caso. Desta vez, o objetivo do Gaeco foi reunir documentos e outras provas que possam confirmar – ou não – a existência de uma organização criminosa.

“Existem várias situações de trocas de e-mails com encaminhamentos de edital, e editais que foram já previamente preparados pelas empresas que o venceriam”, afirma o promotor Vitor Hugo Nicastro Honesko, coordenador do Gaeco em Guarapuava. Segundo ele, a fraude pode ter se espalhado para outros municípios.

“Temos provas contundentes de que o edital de Guarapuava foi feito para a empresa ganhar a concorrência”, garante Honesko.

Previous ArticleNext Article