Deputado é alvo de “tomatada” após propor emenda ao projeto anticorrupção

Fernando Garcel


O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de uma “tomatada” após uma discussão com um manifestante na noite de quarta-feira (30), no aeroporto de Brasília. Rocha é o autor da emenda que prevê crime de responsabilidade para juízes e membros do Ministério Público, amplamente criticada por membros das classes.

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A discussão e a confusão foi registrada em vídeo e está sendo compartilhada nas redes sociais. No diálogo, o deputado argumenta que a proposta não atinge a Operação Lava Jato, mas sim os juízes e promotores que fizerem mal uso das suas atividades. “Os juízes terão a mesma noção de tratamento que você e eu, como cidadãos, temos. A lei tem que ser cumprida por todos”, disse.

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Em resposta, o manifestante, identificado como Ricardo Roque, afirma que promotores do MP ameaçaram renunciar das investigações da Lava Jato e espremeu um tomate sobre o deputado. “Sérgio Moro representa todo este aeroporto aqui. Você fez uma lei contra o cara”, declarou o manifestante.

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Em nota, nas redes sociais, o deputado declarou que está sofrendo ameaças dentro e fora das redes e criticou ‘movimentos obscuros’ que flertam com a intervenção militar e com o fascismo. “Recebi ataques nas minhas redes sociais com uso de palavras de baixo calão, ameaças a mim, a minha família e à classe política em geral, pedidos de intervenção militar. Poucos argumentos consistentes. Cheguei a ser abordado no aeroporto por um militante de algum movimento obscuro que me agrediu, enquanto eu tentava calmamente lhe explicar o espírito da proposta do PDT. Lamentável enquanto amostra de comportamento humano e perigoso enquanto amostra de comportamento político que flerta com o Fascismo”, diz.

Capturar

“Falam em proposta desfigurada, sem saber explicar qual exatamente era a proposta, nem mesmo sem ouvir os muitos especialistas que alertam para os riscos que algumas delas trariam para o direito individual do cidadão e nossas garantias constitucionais. Dizem que a emenda prejudica a Lava-jato, sem nem mesmo a ler, sem saber que ela apenas atribui penas reais a condutas que já são tipificadas como ilegais”, concluí.

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